Parada do Orgulho LGBT volta às ruas de Manaus e cobra direitos

A Parada do Orgulho LGBT chegou a sua 16ª edição em Manaus e voltou a acontecer nas ruas da cidade. Com o tema “Democracia, Cidadania e Respeito, todos têm direito”, o evento reuniu lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e simpatizantes no Centro da capital, na noite deste domingo (6). O combate à violência, o respeito e a igualdade foram enfatizados durante a festa.

Dez mil pessoas são aguardadas para seguir os dois trios que levam membros de associações homossexuais e integrantes de órgãos de direitos humanos. A concentração ocorreu na Rua José Paranaguá e percorreu o Centro até chegar na Rua José Clemente. Entre as atrações estão Márcia Pantera, Os Calypseiros e Lohana D’Castro. O evento está previsto para seguir até meia-noite.

Eleilson ressaltou que ação traz visibilidade para o combate à homofobia (Foto: Suelen Gonçalves/ G1 AM)
Eleilson ressaltou que ação traz visibilidade para o combate à homofobia (Foto: Suelen Gonçalves/ G1 AM)

Eleilson Tavares, um dos organizadores do evento, ressalta que a ação é uma forma de conscientização e combate à homofobia. “É uma maneira de pedir para que as pessoas parem com esse preconceito e tratem todos com igualdade, os direitos são de todos. Todo mundo tem sua maneira de viver e o que falta é aceitação”, afirma.

Serginho Oliveira venceu concurso de beleza gay (Foto: Suelen Gonçalves/ G1 AM)
Serginho Oliveira venceu concurso de beleza gay

O operador de caixa Serginho Oliveira, de 21 anos, foi eleito, no último dia 27, o Mister Gay Club 2016. Para ele, a Parada é uma maneira de promover o respeito. “Representa menos preconceito, mais igualdade. Existe muita violência, muita intolerância e estamos lutando para que isso acabe. Nunca sofri agressão, mas preconceito sofri muito na época da escola por ser gay”, conta.

A titular da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), Graça Prola, deu uma mensagem no início do evento ressaltando importância de buscar a felicidade. “Temos uma luta contra o preconceito, contra a discriminação e garantir direitos humanos. Somos todos iguais. A felicidade é um sonho para todos nós e por conta dela buscamos e não interessa a identidade ou igualdade de gênero, ou mesmo a transexualidade. Assim saudamos a Parada versão 2016 nos congratulando com as lésbicas, com os gays, com bissexuais, as transexuais dizendo que no Amazonas a diversidade é direito” diz a secretária.

Violência

Dados da Associação Amazonense de Gays, Lésbicas e Travestis (AAGLT) apontam que em 2016, mais de 20 homossexuais foram mortos e que a maior parte dos crimes segue sem solução. Até junho, 15 casos registrados em 2015. À época, Graça Prola disse que os casos relacionados com a homofobia nem sempre são confirmados pela ausência de legislação específica.

“Ainda não é tipificado no Código Penal Brasileiro o crime de homofobia, assim como não é, ainda, tipificado o crime de intolerância religiosa. Então, termina que o sistema oficial nem registra. Essa é uma das lutas e um dos desafios”, afirma a secretária.

Conteúdo e fotos do Portal G1

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