Moradores do Petrópolis protestam contra desapropriações em Manaus

29/06/2016 12h55 – Atualizado em 29/06/2016 12h55

Moradores do Petrópolis protestam contra desapropriações em Manaus

Intervenção para obra de Prosamim será na área do Igarapé São Sebastião.
Ato ocorreu na manhã desta quarta-feira (29).

Moradores reclamam do valor de indenizações (Foto: Gabriel Machado/G1 AM)

Moradores do bairro Petrópolis, localizado na Zona Sul de Manausx, fizeram um protesto contra valores de indenizações que estão sendo pagas a famílias que serão desapropriadas do local para a construção de Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim). O ato foi pacífico.

O funcionário público Raimundo Nonato, de 60 anos, mora na Rua Canumã, em uma área de rip rap, há 16 anos. Ele pede que os valores para indenização das casas sejam revistos.

 

“As nossas casas estão sendo avaliadas em no máximo 12 mil. Como a gente vai comprar outra casa com esse valor? Queremos algo que seja justo. É essa a nova reivindicação. A gente luta uma vida inteira para ter as coisas e ter que receber esse valor”, disse ao G1

O mesmo problema é vivenciado pela doméstica Francisca Ferreira, 64. Ela mora no local há
40 anos. “Não sei o que vou fazer para conseguir comprar outra casa”, disse. “Paguei 15 mil na minha casa e eles querem me pagar 2 mil. Isso é justo?”, afirmou outro morador.

A moradora, que trabalha como autonoma, Keila Tacafaz, de 36 anos, 700 familias devem indenizadas em razão das obras da revalidação das margens do Igarapé São Sebastião.

Obras
A ação de intervenção no Igarapé São Sebastião, que integra a Bacia Hidrográfica do Educandos, já está licitada e o início para execução dos serviços está previsto para o mês de maio, segundo informou o Governo do Amazonas fevereiro deste ano.

A obra será executada no trecho entre a rua Alfredo Paes Barreto até a rua Otávio Cabral, bairro Petrópolis, e contemplará uma área de 2.400m de igarapé com requalificação urbanística, incluindo a implantação de ciclovias, viário, calçamento e paisagismo. O Prosamim prevê, para essa obra, recursos da ordem de R$ 48 milhões, financiados pela Corporação Andina de Fomento (CAF).

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