Greve dos trabalhadores da Eletrobras Amazonas Energia - Manaus sem atendimento de emergência

MANAUS – Com  uma greve de advertência de três dias, que começou nesta segunda-feira, os trabalhadores da Eletrobras Amazonas Energia começaram a pressionar a empresa para obter um reajuste salarial de 9,28%. O diretor da Aeel (Associação dos Empregados da Eletrobras), Emanuel Torres, disse que a companhia ofereceu apenas 5%, que foi recusado.

A paralisação não atinge as unidades de distribuição de energia, apenas as sedes administrativas e equipes de emergência. “Não vai faltar luz por conta da paralisação. Mas em caso de queda de linha, por exemplo, a resposta será mais lenta porque as equipes de manutenção estão em greve”, disse Torres.

As negociações começaram em maio, data base da categoria. Conforme Torres, a Eletrobras propôs mudança na data base para outubro durante  dois anos. “Nós fizemos uma proposta há quatro meses e a empresa fez uma contraproposta há duas semanas. Eles culpam a greve para deixar a negociação. Não vamos aceitar o adiantamento proposto sem que seja discutido o porcentual restante da inflação. O argumento de que a empresa não tem dinheiro não satisfaz aos trabalhadores”, afirmou Torres.

Segundo o sindicalista, a Eletrobras alega dificuldades financeiras para não conceder o reajuste salarial. A empresa pediu ao governo um aporte mínimo de R$ 8 bilhões para recuperar algumas subsidiárias que devem ser vendidas.

Informações Amazonas Atual 

ver mais notícias