Após ser acusado de assédio moral, o presidente da CMM Wilker Barreto pede desculpas a Joana D'Arc

O presidente da Câmara Municipal de Manaus, que impediu a vereadora de se posicionar na semana passada, reconheceu que foi descortês com ela, mas que quis fazer cumprir o regimento. Ele afirmou que o clima já estava exaltado e que a atitude faz parte do parlamento.

A retratação de Wilker ocorreu no final da sessão de ontem (5), uma semana após ele impedir a manifestação da vereadora, durante uma sessão que discutia a possível instalação de uma CPI na Manaus Ambiental. Durante a ocasião, a vereadora afirmou que iria prestar queixa contra o presidente da CMM por assédio moral e psicológico.

Wilker pediu que a Comissão de Ética da CMM apurasse a conduta dele, e o requerimento foi discutido ontem. 32 vereadores dos 35 presentes aprovaram o documento de investigação da Comissão de Ética. Apenas os parlamentares Chico Preto (PR), Plínio Valério (PSDB) e William Abreu (PR) votaram contra o requerimento.

“Nunca cerceei o exercício de um mandato de um parlamentar. Já participei de debates acirrados aqui. Se tem uma coisa que eu prezo é o direito do exercício sagrado do mandato desta casa. Assédio e cerceamento do mandato, isso eu nunca pratiquei, por isso peço que a Comissão de Ética investigue os meus atos na condução de todas as sessões deste ano”, afirmou Wilker.

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