Visita de Dilma a Campinas tem manifestantes pró e contra presidente afastada

CAMPINAS – Em visita a Campinas, a 94 km da capital paulista, a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) enfrentou protestos de manifestantes contra e favor ao seu governo nesta quinta-feira.

Para evitar confrontos, a Polícia Militar separou os dois grupos por cordões de isolamento.

Segundo a PM, havia cerca de 50 pessoas em cada grupo. No lado em que estavam os apoiadores de Dilma houve uma discussão entre uma mulher e um policial que tentava organizar o perímetro de segurança. Acompanhada do ex-ministro Aloizio Mercadante, ela recebeu 15 rosas de pesquisadores do CNPEM e distribuiu autógrafo. Ao som de gritos como “Dilma guerreira da pátria brasileira!” e “Volta, querida”, a petista cumprimentou um a um os mais de 100 operários das obras.

Já os manifestantes do MBL usaram um carro de som para tocar o hino e cantos contra Dilma. De acordo com Ronaldo Tanimoto, coordenador estadual do movimento, um integrante foi agredido.

– Um senhor deu um tapa na orelha de um amigo nosso. Pedimos ajuda da PM, que isolou os dois lados. Deixamos um recado de indignação contra essa visita da Dilma com o nosso dinheiro – disse o arquiteto de 54 anos.

Dilma visitou as obras do acelerador de partículas Sirius, projeto está inscrito no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com investimento de R$ 1,5 bilhão.

Na saída, Dilma posou para fotos com um cartaz com a inscrição “Apoio às cotas raciais e sociais na USP e na Unicamp”, entregue por um estudante. A presidente afastada seguiu em carro oficial para a casa do engenheiro eletrônico Rogério Cerqueira Leite, onde participa de um almoço com intelectuais.

De acordo com a assessoria de imprensa de Dilma, ela ainda avalia a possibilidade de participar do protesto desta sexta-feira na Avenida Paulista.

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