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Vanessa Grazziotin preocupada com Impeachment de Dilma, afirma que articulam o ” Golpe” desde 2014

Da redação | 15/04/2016 21:52

Aberta pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), a sessão plenária desta sexta-feira (15) teve como primeiro orador Paulo Paim (PT-RS), que discursou duas vezes a fim de se manifestar preocupado com os direitos dos trabalhadores, dos aposentados e dos pensionistas no futuro, caso o processo do impeachment seja aprovado. Paim disse temer um governo do PMDB.

Regina Sousa (PT-PI) também colocou em dúvida o futuro do país com a hipótese de Michel Temer assumir a Presidência da República. A senadora afirmou que Dilma Rousseff não cometeu qualquer crime de responsabilidade e que, por isso, o processo de impeachment contra ela não tem fundamento.

Igualmente preocupada, a senadora Vanessa Grazziotin afirmou que os defensores do processo, desde 2014, se articulam para tirar Dilma Rousseff do poder. Também acusou a grande mídia de orientar a população mediante a divulgação de votos contrários e favoráveis ao afastamento, no que parece uma tentativa de induzir a sociedade a tomar uma posição.

Também em defesa do governo, Humberto Costa (PT-PE) disse que o país pode entrar numa quadra de instabilidade jurídica se prosseguir o processo sem que, no seu entender, Dilma Rousseff tenha cometido crime de responsabilidade. Ele pressente o risco de qualquer presidente vir a ser enquadrado em crime de responsabilidade em razão de meros desvios administrativos.

Na mesma linha, Telmário Mota (PDT-RR) acusou a oposição de tentar iludir os brasileiros levando-os a acreditar que Dilma Rousseff está envolvida na Operação Lava Jato. E advertiu que quem está sendo acusado pela polícia e pelo Ministério Público é o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Na opinião de Fátima Bezerra (PT-RN), os que articulam o impeachment da presidente Dilma têm a intenção de abafar as investigações da Operação Lava Jato.  Ela disse que considera isso grave “porque aqueles que foram e que vão às ruas e que apoiam o golpe, achando que, com isso, acabarão com a corrupção no país, na verdade estão sendo mais uma vez traídos, estão sendo utilizados como massa de manobra”.

Na mesma linha de pensamento, a senadora Ângela Portela (PT-RR) afirmou que o impeachment não deve ser usado como atalho para a conquista do poder. Em sua opinião, “a busca do impedimento da chefe do governo não ajuda o país e só serve ao jogo de poder da oposição impopular”.

Favorável ao impeachment, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) celebrou exatamente a circunstância de a democracia brasileira não correr risco. Ante a afirmação do governo de que se perpetra um golpe no país, Ferraço disse que a posição tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) deixou claro que esse processo corre exatamente dentro da legalidade.

Já o senador Álvaro Dias (PV-PR) defendeu que o Senado tenha agilidade na hipótese de a Câmara aprovar o processo de impeachment. Ele entende que a sociedade quer ver essa questão resolvida rapidamente e que “não há razão para que se adotem procedimentos protelatórios”, visto que, em sua avaliação, o Brasil já esperou demais.

Câmara dos Deputados

Enquanto corria a sessão no Senado, a Câmara dos Deputados discutia o parecer de Jovair Arantes (PTB-GO) favorável à abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. O jurista Miguel Reale e o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, ocuparam a tribuna para, respectivamente, acusar e defender a presidente. Posteriormente, os deputados iniciaram um revezamento de discursos contrários e favoráveis ao impeachment.

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