‘Tenho ainda que ver as provas’, diz presidente do Conselho de Ética sobre Jucá

BRASÍLIA – O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto (PMDB-MA), disse nesta quarta-feira que ainda não sabe qual o tratamento que será dado à representação do PDT pedindo a cassação do mandato do senador Romero Jucá (PMDB-RR), por causa de sua conversa grampeada pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. A divulgação do grampo, que mostra o senador peemedebista se referindo a um suposto acordo para estancar as investigações da Operação Lava-Jato, provocou a queda dele do Ministério do Planejamento.

— Tenho que ver quais são as provas, os documentos que foram anexados para caracterizar ou não a quebra do decoro. Só depois vamos fazer uma análise sobre se a representação será acatada ou não. De posse dos documentos, vou consultar a assessoria jurídica e os colegas antes de tomar a decisão — disse o senador João Alberto.

Ontem, o senador Telmário Motta (PDT-RR) retirou a denúncia apresentada antes no conselho e, com a assinatura do presidente do PDT, Carlos Lupi, deu prosseguimento a representação. Dessa forma, o processo poderá levar diretamente à cassação de Jucá.

O objetivo é que o colegiado se debruce sobre a gravação em que o senador conversa com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado e fala em um pacto com objetivo de parar a Operação Lava-Jato. Jucá responde a inquéritos no STF no âmbito da Operação.

Assim como na denúncia apresentada anteriormente, o documento compara a situação de Jucá a de Delcídio Amaral, que foi cassado no dia 11 deste mês por 74 votos a 0 no plenário do Senado. A base do processo contra o senador cassado foi uma escuta feita por Bernardo Cerveró na qual o senador buscava evitar que o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, pai de Bernardo, fizesse um acordo de delação premiada.

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