Temer diz que impeachment de Janot não deve ser levado adiante

SÃO PAULO – O presidente interino Michel Temer afirmou nesta quarta-feira que o impeachment do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não deve ser levado adiante. O Senado recebeu na semana passada um pedido de afastamento de Janot de duas advogadas de Brasília ligadas ao movimento pelo afastamento da presidente Dilma Rousseff.

— Acho que não vale a pena. Esse parece que esse já é o sexto pedido de impeachment. Tenho a sensação de que não irá adiante — disse Temer, em entrevista à rádio “Jovem Pan”.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, aguarda um parecer da advocacia-geral da Casa sobre o pedido. Janot pediu as prisões de Renan, do ex-presidente José Sarney, do senador Romero Jucá (PMDB-RR) e do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com base em gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. O pedido foi negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Na delação de Machado à Procuradoria Geral da República (PGR), o ex-presidente da Transpetro disse que Temer pediu R$ 1,5 milhão em doações para a campanha do candidato do PMDB a prefeito de São Paulo em 2012, Gabriel Chalita, valor oriundo de propina de fornecedoras da estatal.

Temer afirmou na entrevista que espera sancionar ainda nesta quarta-feira a lei de responsabilidade das estatais, aprovada no Senado na terça-feira.

— Quero fazer isso para iniciar as nomeações para as estatais.

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