Temer avalia situação do ministro do Planejamento

BRASÍLIA – O ministro Romero Jucá (Planejamento) disse estar “tranquilo” e descartou pedir demissão do cargo por conta do teor da gravação em que conversa com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado em que falam sobre a Operação Lava-Jato. No entanto, o presidente interino, Michel Temer, ainda avalia a situação de Jucá.

Assim que ficou sabendo do vazamento do áudio, na tarde de domingo, Jucá telefonou ao presidente para comunicá-lo e se explicar sobre a conversa. Segundo pessoas próximas a Temer, ele apenas ouviu o auxiliar e ainda irá analisar o que fazer.

Temer está no Palácio do Jaburu em reunião com ministros, entre eles, Eliseu Padilha (Casa Civil) para discutir a situação de Jucá.

Em entrevista à “Rádio CBN” na manhã desta segunda-feira, jucá disse que não tem intenções de renunciar ao cargo.

— Primeiro, eu não me sinto constrangido (em continuar no cargo de ministro), porque não estou fazendo nada errado. Quanto às investigações, estou muito tranquilo, à disposição para dar qualquer esclarecimento. Numa democracia madura, qualquer um pode ser investigado, se houver alguma dúvida. Não há nenhum demérito em ser investigado, só em ser condenado. E, portanto, não me sinto sem condições de trabalhar, quer seja como ministro, quer seja como senador — afirmou Jucá.

Desde que o senador foi nomeado ministro, os peemedebistas contavam com a possibilidade dele ser o primeiro alvo da Lava-Jato dentro do novo governo.

No entanto, Temer preferiu pagar para ver por considerar que Jucá era o melhor nome para o Planejamento, por conhecer profundamente o Orçamento da União, o que facilitaria o trabalho do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

— Ainda não há uma avaliação — resumiu um interlocutor presidencial.

A pessoas próximas, Jucá disse que seu foco é trabalhar para estancar a crise econômica e que não está preocupado com o conteúdo da gravação porque tudo o que disse a Machado, fala constantemente com políticos e jornalistas.

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