Taxistas voltam a protestar contra o Uber em SP

SÃO PAULO – Taxistas continuaram a protestar na manhã desta quarta-feira contra o decreto do prefeito Fernando Haddad (PT) que autorizou serviços de transporte por aplicativos como o Uber em São Paulo.

Por volta das 6h, taxistas fizeram uma barricada com fogo na saída do Viaduto Anhangabaú, no Centro da capital. Três faixas ficaram interditadas. Os taxistas colocaram fogos em pneus, causando muita fumaça no local. Policiais militares apagaram o fogo quando chegaram ao local do protesto e a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) liberou o trânsito. Por volta das 7h, o trânsito já estava normalizado.

Os taxistas fizeram uma vigília durante a noite em frente ao prédio da Prefeitura e seguem protestando no local na manhã desta quarta-feira, em cima de um carro de som. No final da noite, eles promoveram um buzinaço em frente a casa do prefeito Fernando Haddad, na região da avenida Paulista.

Na terça-feira, logo após o anúncio do decreto, os taxistas fizeram protestos em diversos pontos da capital paulista. Atos foram registrados nas marginais Tietê e Pinheiros, na via Dutra, na Radial Leste e na praça Charles Miller, próximo ao estádio do Pacaembu. Em nenhum desses locais o trânsito foi bloqueado completamente.

À noite, um carro preto foi depredado durante um protesto no centro da cidade. O veículo, que seguia no sentido do Aeroporto de Congonhas, não parou ao ver o bloqueio de taxistas e foi cercado pelos manifestantes, que deram socos e chutes. O vidro traseiro foi quebrado.

Os detalhes do decreto aparecem na edição do Diário Oficial desta quarta-feira. Foram regulamentadas duas modalidades: a carona solidária e o transporte remunerado. Essas duas medidas, explica a Prefeitura, são fundamentais para elevar a quantidade de passageiros por veículo, ficando atendida a lógica de mais pessoas em menos carros. Os serviços deverão pagar à Prefeitura por quilômetro circulado. O motorista deverá usar aplicativos credenciados no órgão.

Pelo decreto, haverá ainda um incentivo para corridas por aplicativos fora do centro onde, segundo a Prefeitura, faltam 30% de táxis. O órgão aponta também que o índice de táxis por habitante é menor na capital paulista (3,2 táxis por habitante) do que no Rio de Janeiro (5,2), Cidade do México (8,8), Paris (8,9) e Buenos Aires (13,2). “O decreto é uma oportunidade, ainda, de autorizar e incentivar o uso de tecnologias que permitam o uso mais eficiente do viário urbano”, conclui a Prefeitura. O porta-voz do Uber no Brasil, Fabio Sabba, comemorou a decisão:

— É um primeiro passo para uma regulamentação na cidade. A gente ainda está analisando o decreto, então não dá para falar muito sobre.

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