Secretário de Temer defende massacre em presídios "Tinha era que matar mais"

Bruno Júlio (PMDB) comentou as mortes ocorridas no Amazonas e no Acre: “Tinha era que matar mais”

O secretário nacional da Juventude, Bruno Júlio (PMDB), comentou o massacre nos presídios do Amazonas e de Roraima. “Eu sou meio coxinha sobre isso. Sou filho de polícia, né? Tinha era que matar mais. Tinha que fazer uma chacina por semana”.

 

De acordo com O Globo, para justificar seu ponto de vista, o secretário compara a chacina ocorrida em Campinas (SP), em uma festa de réveillon, quando 12 pessoas foram mortas pelo ex-marido de uma das vítimas, que se matou em seguida.

“Isso que me deixa triste. Olha a repercussão que esse negócio que o presídio teve e ninguém está se importando com as meninas que foram mortas em Campinas. Elas, que não têm nada a ver com nada, que se explodam. Os santinhos que estavam lá dentro, que estupraram e mataram: coitadinhos, oh, meu Deus, não fizeram nada! Para, gente! Esse politicamente correto que está virando o Brasil está ficando muito chato. Obviamente que tem de investigar, tem que ver”.

Bruno Júlio é filho do ex-deputado federal Cabo Júlio (PMDB), hoje deputado estadual em Minas. É também presidente licenciado da juventude do PMDB.

Ele ainda disse que apoia a proposta do ministro da Justiça, de separar os presos por tipo de crime e periculosidade. 

Bruno Júlio diz que “infelizmente” a secretaria pouco pode colaborar sobre as chacinas. Cita que o governo lançará, em março, um programa que implantará centros de juventude no Brasil direcionada à mulher e à qualificação profissional dos jovens. Serão 50 centros como “piloto”, instalados em pontos de maior incidência de jovens mortos, segundo o Mapa da Violência.

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