Samarco sabia dos riscos antes de desastre, diz PF

RIO — O delegado Roger Lima de Moura, da Polícia Federal (PF), disse nesta quarta-feira que a Samarco sabia dos riscos na barragem de Fundão, em Mariana, que se rompeu no dia 5 de novembro de 2015, destruindo o distrito de Bento Rodrigues e causando 19 mortes. Trocas de mensagens entre técnicos e diretores, além de comunicados emitidos internamente provam a responsabilidade da empresa, segundo o delegado.

— Eles sabiam do risco de que Bento Rodrigues poderia ser atingido. Temos inclusive documentos internos e conversas falando se iriam ou não levar os estudos para o licenciamento ambiental — disse o delegado Roger Lima.

Na primeira semana de junho, a PF concluiu o inquérito sobre o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana.

— Apuramos causas, consequências e responsáveis do rompimento. A barragem era problemática desde a sua construção. Ela sempre foi uma barragem doente. Na fase de construção foi usado um material diferente do projeto — disse o delegado.

Ele explicou ainda que ocorreram problemas de drenagem, como “um remendo na barragem, sem projeto, nem recomendação dos órgãos ambientais”. Procurada pelo “G1”, a Samarco disse que “repudia qualquer alegação de conhecimento prévio de risco de ruptura na barragem. Diz ainda, em nota, que “continuará prestando todos os esclarecimentos nos autos do processo”.

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