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Reunião do Conselho de Ética sobre Cunha começa com confusão

Da redação | 26/04/2016 17:20

BRASÍLIA — A sessão do Conselho de Ética começou com confusão na tarde desta terça-feira. Antes da abertura, o presidente do conselho, José Carlos Araújo (PR-BA), e outros deputados do colegiado, receberam uma petição com 1,3 milhão de assinaturas pedindo a cassação do mandato do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O coordenador de campanha da Avaaz, uma plataforma que promove campanhas por meio de seu site, Diego Casaes, no momento que entregava a petição foi xingado por Laerte Bessa (PR-DF), um aliado de Cunha, que tirou um dos cartazes das mãos do ativista.

— Palhaço, babaca, vagabundo — xingou o parlamentar.

Logo, os deputados contrários a Cunha saíram em defesa de Diego.

— Que isso! O Cunha é o campeão de processos da Lava-Jato – disse Júlio Delgado (PSB-MG) para Bessa.

— Isso é falta de respeito. Presidente, o senhor não pode se sujeitar a uma coisa dessas — disse Bessa, que bateu boca com militantes da Avaaz presentes e que gritavam “Fora Cunha”.

No documento entregue, Casaes afirma: “O processo de cassação contra o deputado Eduardo Cunha é uma prova dos nove para nossa democracia. É por isso que hoje, 1,3 milhão de pessoas pedem ao Conselho de Ética que atuem com urgência e responsabilidade para garantir que ninguém esteja acima da lei. Esta é a única maneira de sairmos da crise política atual e darmos um passo histórico em busca de um Brasil mais limpo e democrático”.

O lobista Fernando Baiano, operador do PMDB no esquema da Lava-Jato, queria que a sessão fosse fechada, mas seu pedido foi negado pelo presidente do conselho. Apesar disso, ficou acertado que não seriam permitidas imagens de seu depoimento. Fotógrafos e cinegrafistas tiveram que deixar a sala.

Durante a sessão aberta, nesta terça-feira, Baiano confirmou ao Conselho de Ética que repassou dinheiro de propina de negócios na Petrobras diretamente ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele disse que se encontrou Cunha, no escritório e na residência do peemedebista no Rio, entre dez a vinte vezes. Baiano afirmou que conheceu Cunha em 2009 e, no ano seguinte, conversaram sobre doação de campanha eleitoral, recursos que Cunha teria pedido.

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