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Renan diz que quando se despreza a democracia se paga um ‘preço doido’

Da redação | 08/06/2016 17:50

BRASÍLIA — O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), reforçou nesta quarta-feira aguardará a posição do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o pedido de prisão feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mas disse que, quando há o “desprezo pela democracia”, a sociedade para um “preço doido” por isso.

— Mas, a democracia é um conceito amplo, e de toda vez que nós, como sociedade, dermos vazão ao desprezo pela democracia, pagamos um preço longo, doido (…), um preço altíssimo, altíssimo e demorado. E isso é uma coisa com a qual não podemos mais concordar — disse Renan.

Em consonância à cobrança feita na véspera por senadores, que pediram acesso aos autos dos pedidos de Janot, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) protocolou, nesta quarta-feira, junto à Procuradoria-Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal, ofícios requerendo a divulgação do conteúdo dos pedidos de prisão de Renan, do senador Romero Jucá (PMDB-RR), do ex-presidente José Sarney e do presidente afastado da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e das gravações e da delação de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro.

Os ofícios de Ferraço são endereçados ao procurador-geral Rodrgio Janot e ao ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava-Jato no Supremo.

Nos requerimentos, Ferraço pede que seja confirmada a informação dos pedidos de prisão e que haja o “compartilhamento da peça, contendo o arrazoado e a fundamentação que levou à Vossa Excelência a requerer pedidos de prisões”. Para o senador, a “reserva na divulgação dos fundamentos desses eventuais pedidos de prisão causa instabilidade a uma das mais importantes instituições da República: o Senado.”

O senador alega que não se trata de interferência nas atividades do Ministério Público. Nos outros dois ofícios, que tratam de Sérgio Machado, ele diz que a “sociedade tem o direito de conhecer a íntegra dos diálogos gravados por Sérgio Machado. E alega que a transparência é a melhor alternativa neste caso e ainda pede a “íntegra da delação” feita pelo ex-presidente da Transpetro.

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