Relator do impeachment propõe depoimento de Dilma em 20 de junho

BRASÍLIA – O senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) apresentou nesta quarta-feira seu plano de trabalho para a próxima fase do processo de impeachment prevendo o depoimento da presidente afastada Dilma Rousseff no dia 20 de junho na comissão especial do Senado que trata do tema. Pelo cronograma, o plenário da Casa voltaria a se debruçar sob o caso, sob o comando do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, nos dias 1 e 2 de agosto. A comissão ainda votará o plano. Anastasia deixou claro que é uma previsão e pode ter alteração. A reunião da comissão começou às 11h26.

O presidente da comissão especial do Senado que analisa o processo de impeachment, Raimundo Lira (PMDB-PB), afirmou que as gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado não vão interferir no andamento dos trabalhos. Em uma gravação, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) defende um pacto com objetivo de parar a Lava-Jato e sugere que isso poderia ocorrer com o impeachment.

— Isso não vai interferir nos trabalhos da comissão porque o processo jurídico-político está perfeito. Tudo que foi feito atende à Constituição. É um processo que caminha sozinho — disse Lira.

Parlamentares aliados da presidente afastada Dilma Rousseff tem argumentado que as declarações de Jucá comprovariam que o processo seria um “golpe”. Eles pretendem usar o escândalo para atrapalhar a tramitação. Lira reconheceu que o tema pode ser usado em discursos, mas disse que não terá interferência objetiva.

Nesta quarta-feira a comissão se reúne para votar o plano de trabalho do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG) para essa segunda fase do processo, que levará a um juízo de pronúncia. Os aliados de Dilma defendem que nada poderia ser votado até que a presidente afastada apresentasse sua defesa, o que ocorrerá no dia 1º de junho.

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