PT diz que PF usou 'aparato de guerra' para fazer buscas na sede do partido

BRASÍLIA – A imagem de agentes da Polícia Federal armados, fardados e de tocaia na porta da sede do PT, em São Paulo – onde fizeram buscas pela Operação Custo Brasil nesta quinta -revoltou parlamentares do partido.

Em nota, divulgada nesta sexta-feira, deputados petistas reagiram ao que chamaram de “invasão desmedida, desnecessária e absolutamente injustificável”. A PF cumpriu um mandado de busca e apreensão no local para ter acesso à sala da tesouraria, que era ocupada pelo ex-tesoureiro João Vaccari Neto, preso desde abril.

Assinada pelo líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA), a nota diz que a PF, a pretexto de realizar uma operação policial, colocou em prática um “aparato de guerra”, com “uniformes de campanha e armas de alto calibre”, algo “jamais visto em tempos democráticos”. Segundo o deputado, o objetivo da operação na sede do partido foi apenas atingir a imagem do PT.

Além das críticas, os deputados se solidarizaram com a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), mulher do ex-ministro Paulo Bernardo, preso ontem. Ela teria sido, diz a nota, “exposta à execração pública” e alvo de cerceamento de defesa. O documento não faz menção ao nome do ex-ministro da presidente afastada Dilma Rousseff.

Os petistas voltaram a dizer que defendem o fortalecimento das instituições de controle e o combate à corrupção, mas afirmaram que continuarão a denunciar “ataques ao partido, que são ataques à democracia, travestidos de ações judiciais, estratégia que uma parcela dos agentes públicos vem utilizando para impedir a consolidação do projeto popular no Brasil”.

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