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Presidente do Peru depõe em caso relacionado à Lava Jato

Da redação | 19/04/2016 12:40

SÃO PAULO. O presidente do Peru, Ollanta Humala, depôs por doze horas nesta segunda-feira ao Ministério Público de seu país sobre anotações em agendas de sua esposa, Nadine Heredia, que podem indicar vínculos com o esquema de corrupção investigado no Brasil pela Lava-Jato, informou a agência EFE. O Ministério Público do Peru compartilha informações com a força-tarefa da Lava-jato no Brasil e investiga suspeitas de que empreiteiras brasileiras tenham pago propina para agentes públicos peruanos para fazer obras no país.

O Congresso peruano também investiga de empreiteiras brasileiras pagaram subornos durante os três últimos governos. A chamada “Comissão Lava Jato” determinou a quebra de sigilo bancário de mais de 400 pessoas físicas e jurídicas, entre elas a mulher de Humala, que preside o Partido Nacionalista; os ex-presidentes Alan García (2006 a 2011), Alejandro Toledo (2001 a 2006) e o ex-primeiro ministro e atual candidato a presidente do país Pedro Pablo Kuczynski.

Segundo o jornal El Comercio, há suspeitas de pagamento de propina no projeto hidroenergético do Alto Piura, outorgado à Construtora Camargo Corrêa em 2010. César Lara, que governa a região de Piura, deverá depor ao parlamento sobre a obra. Até agora, segundo a Comissão, apenas 24% da infraestrutura ficou pronta. A Camargo Corrêa recorreu à arbitragem contra o governo regional por divergência de valores.

Dois delatores da Lava-Jato, Leandro e Roberto Trombeta, que podem perder o acordo de colaboração por terem omitido informações, usaram o escritório da Mossack Fonseca no Brasil para abrir offshores que foram usadas pela OAS para pagar propinas provenientes de obras no Peru e no Equador.

A dupla havia dito em depoimento que subsidiárias da OAS no Peru e no Equador repassaram mais de US$ 15 milhões para pagamento de propina. O esquema era feito através de contratos fictícios. Do valor depositado no exterior, cerca de US$ 8 milhões foram, por ordem da OAS, destinados a uma conta indicada pelo doleiro Alberto Youssef na Suíça.

Segundo Trombeta, a OAS Peru repassou US$ 6,15 milhões à Constructora Andreu, do Chile, por meio de contratos de serviços fictícios. A empresa chilena, por sua vez, repassou US$ 5,76 milhões para uma empresa espanhola, a DSC Workshop ObrasConstrucciones e Promociones. O dinheiro teria transitado por offshores holandesas até chegar à conta da Kingsfield aberta no Banco BPA, em Andorra, entre novembro de 2012 e fevereiro de 2013.

A OAS Equador destinou US$ 9,15 milhões a uma empresa de fachada, segundo os delatores. O dinheiro passou pela Espanha, por offshores holandesas e desembocou na mesma conta do Banco BPA, entre setembro e outubro de 2012. Roberto afirmou que, além do dinheiro que foi parar na Suíça, cerca de US$ 7 milhões permaneceram na conta do banco BPA. O esquema dos irmãos Trombeta também está sendo investigado por autoridades peruanas.

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