Presidente do Conselho de Ética diz que pedido de prisão de Cunha deve levar conselheiros a refletirem

BRASÍLIA — O presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PR-BA), disse nesta terça-feira que o pedido de prisão do presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF), denigre a imagem da Câmara e deve fazer com que os conselheiros reflitam sobre mais esse fato ao votar o parecer que pede a cassação dele nesta terça-feira. Para Araújo, o procurador não teria feito o pedido ao STF se não tivesse base para isso.

— Não posso dizer se vai influenciar ou não o resultado. Mas sem dúvida denigre a imagem da Câmara e é algo para se refletir. os deputados terão que repensar, Janot não teria feito isso se não estivesse embasado. E Cunha, mesmo afastado, continua manobrando por aqui. O Conselho de Ética sente a cada momento os dedos do Cunha — disse Araújo.

O presidente do conselho abriu a reunião por volta de 9h40 e disse que, por ele, tentará discutir e votar ainda hoje o parecer. Mas se a ordem do dia no plenário começar, para dar início às votações, ele terá que interromper a reunião. Poderá suspender e reabrir ainda nesta terça-feira, mas também convocar nova sessão para amanhã.

O voto decisivo deverá ser o da deputada Tia Eron (PRB-BA), que substituiu Fausto Pinato (PRB-SP), este um voto contra Cunha. Se ela repetir o voto de Pinato, o resultado deverá ser um empate em dez votos a dez contra o relatório. Com isso, o presidente do Conselho, José Carlos Araújo (PR-BA), desempatará a favor da cassação de Cunha.

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