Portugal autoriza a extradição do primeiro alvo internacional da Lava-Jato

SÃO PAULO — O Tribunal da Relação de Lisboa autorizou na quarta-feira a extradição do operador e lobista Raul Schmidt para o Brasil. Schmidt é acusado de pagar propinas aos ex-diretores da estatal Renato Duque, Nestor Cerveró e Jorse Zelada. A Justiça portuguesa impôs uma condição para a extradição: que ele só seja julgado por atos praticados antes da obtenção da nacionalidade portuguesa.

Raul Schmidt estava foragido desde julho de 2015 e foi preso em março deste ano, na primeira fase internacional da Operação da Lava-Jato. Além de atuar como operador financeiro no pagamento de propinas aos agentes públicos da Petrobras, ele também aparece como preposto de empresas internacionais na obtenção de contratos de exploração de plataformas da Petrobras.

O investigado vivia em Londres, onde mantinha uma galeria de arte, e se mudou para Portugal após o início da Lava Jato, em virtude da dupla nacionalidade. Ele foi preso em seu apartamento, localizado em uma região nobre de Lisboa.

Raul Schmidt ainda pode recorrer da decisão do Tribunal de Lisboa ao Supremo Tribunal de Justiça e ao Tribunal Constitucional, ambos em Portugal.

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