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Policiais retornam à comunidade indígena após confronto com morte no MS

Da redação | 15/06/2016 11:40

SÃO PAULO – A Polícia Federal e a Polícia Militar (PM) retornaram na manhã desta quarta-feira à área onde ocorreu o ataque à comunidade do tekohá Tey Jusu, no município de Caarapó, a 264 quilômetros de Campo Grande, na região de Dourados, no Mato Grosso do Sul. Segundo informações da TV Morena, o comandante da Polícia Militar (PM) do município, tenente-coronel Carlos Silva, informou que a intenção é reaver três pistolas, uma arma longa e três coletes tomados pelos indígenas.

De acordo com a PM, há no local cerca de 500 índios armados com pedaços de pau.

O confronto começou na manhã de terça-feira, quando produtores rurais armados cercaram a fazenda ocupadas pelos indígenas. Os fazendeiros atiraram e atingiram sete indígenas. Um deles, que trabalhava como agente de saúde, morreu. Os proprietário queriam retomar a fazenda, invadida no domingo. Os índios reivindicam a posse da terra.

Três policiais também ficaram feridos, mas não estão internados. Os indígenas feridos estão internados: cinco estão no Hospital da Vida, em Dourados e um em Caarapó.

A Fundação Nacional do Índio (Funai) informou que a área está na Terra Indígena Dourados-Amambaipeguá.

O Mato Grosso do Sul tem 73.295 indígenas, dos quais 14.457 vivem em áreas urbanas. Do total, 43,4 mil são Guarani Kaiowá. Segundo a Funai, o estado tem 46 terras indígenas, apenas 30 delas totalmente regularizadas. Além disso, existem outras 19 em estudo para identiticação de terras de ocupação tradicional. As etnias do estado são Guarani (Nhandéva), Guarani Kaiowá, Terena, Ofayé, Kinikináo, Kadwéu e Guató.

As terras indígenas da região de Dourados registram inúmeros conflitos, por serem pequenas demais para acomodar o número de famílias. Além disso, os fazendeiros que se instalaram em antigas áreas indígenas têm, em grande parte, terras tituladas e querem que o Estado, caso queira declarar áreas como terras indígenas, pague por elas e não apenas pelas benfeitorias. As comunidades indígenas do estado têm alto índice de suicídio. Em 2009, chegou a ser registrado um suicídio a cada 10 dias.

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