PM é assassinato em operação do Ibama na Floresta Nacional do Jamanxin, no Pará

BRASÍLIA — Um policial militar foi assassinado em operação do Ibama de combate ao desmatamento ilegal na Floresta Nacional (Flona) do Jamanxin, no Pará. O assassinato será investigado pela Polícia Federal. Nota divulgada pelo órgão informa que uma equipe do Ibama, que teve o apoio de agentes da Secretaria de Segurança Pública do Pará, foi atacada a tiros em uma emboscada, na última sexta-feira, depois de destruir um acampamento ilegal de madeireiros dentro da floresta.

O policial morto é o​ 1.º s​argento João Luiz de Maria Pereira, do Grupamento Tático Operacional do Comando Regional da PM de Itaituba. A Flona do Jamxin fica no município de Novo Progresso. De acordo com a nota, a equipe do Ibama e os policiais destruiram o acampamento, mas que estava sem ninguém no local. Logo depois, o grupo sofreu a emboscada. O policial foi baleado no pescoço e no ombro, ​foi socorrido pela equipe, mas morreu cerca de 40 minutos após o ataque, a caminho da cidade de Novo Progresso.

A equipe estava na Flona desde quarta-feira e, na quinta-feira, apreendeu um trator, um caminhão e várias motosserras, que ​pertenceriam ao grupo responsável pelo acampamento ilegal e pelo ataque criminoso.

A Flona de Jamanxin foi criada em 2006 possui 1,3 milhão de hectares e integra a região mais crítica do desmatamento na Amazônia. ​A equipe do Ibama participava da operação Ond​a​ ​Verde​, uma operação preventiva de combate à extração ilegal de madeira, realizada em áreas críticas que correspondem a 70% do desmatamento na Amazônia, com base em alertas gerados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

​​”O ​assassinato na Flona ​do Jamanxim é ​resultado da ação do crime organizado no eixo da BR​-163​, com o objetivo de deter a atuação l egitima do Ibama e seus parceiros​ na Operação Onda Verde.​ Lamentamos profundamente a morte do ​sargento João ​Luiz​, que resultará em uma ​atuação​ ainda mais​ firme do ​Estado brasileiro

contra ​aqueles que lucram com a destruição do patrimônio ambiental d​o país”, afirmou o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Luciano Evaristo.

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