Partidos pró-impeachment acusam Dilma, Lula e governadores de ‘jogo sujo’ na cooptação de votos

BRASÍLIA – O líder do DEM, deputado Pauderney Avelino (AM), acusou a presidente Dilma, o ex-presidente Lula e governadores do Norte e do Nordeste de estarem agindo fora da legalidade na cooptação de votos para barrar o impeachment. Ele ainda reagiu às declarações de Lula desta manhã de que a bsuca de votos é uma guerra. Líderes dos partidos a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff acertaram, em reunião, estratégia para reduzir a duração dos debates no plenário da Câmara para evitar atrasos na votação marcada para esse domingo, a partir das 14h. Eles tentam reduzir de 170 para cerca de 70 os discursos, o mesmo número de inscritos do lado dos defensores de Dilma.

Pauderney anunciou que os partidos querem ingressar ainda neste sábado com uma notícia-crime junto à Polícia Federal contra a presidente Dilma, Lula e os governadores por corrupção passiva.

— A guerra é válida dentro do limnite da lei. Mas quando ultrapassa essa barreira da legialidade, vira crime, aí é o vale-tudo. O vale-tudo entra numa campanha sórdida — disse Pauderney, que não apresentou provas.

— É um jogo sujo do governo e de baixo sórdido — acrescentou o deputado Mendonça Filho (DEM-PE).

Mendonça Filho explicou que eles querem evitar que a sessão de votação do impeachment se arraste até segunda-feira.

— Tivemos um entendimento da redução do tempo. Porque não queremos que a sessão se estenda até a madrugada de segunda-feira, como eles querem. Mas claro que vamos ocupar espaços e não deixar apenas a pregação petista. Eles viraram três votos ontem e nós recuperamos — disse Mendonça Filho.

Eles dizem que o placar a favor do impeachment está entre 364 votos e 367 votos a favor do impeachment. No PP, contiveram a ofensiva do governo com o fechamento de questão e ameaça de expulsão ocorrida na sexta-feira, em reunião da direção nacional.

No caso dos governadores, Pauderney diz que há oferecimento de cargos aos parlamentares em seus estados.

— Além disso, o Diário Oficial da União está recheado de nomeações hoje — disse Pauderney.

A intenção é que os líderes façam um apelo aos seus parlamentares para que falem menos ou desistam dos discursos, economizando quatro horas até amanhã. O plano é encerrar a sessão de debates às 11h deste domingo.

— Se não conseguirmos reduzir os discursos, vamos apresentar requerimento de encerramento de discussão amanhã e partir para viotação.

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