No Rio, Cunha, Temer e PMDB são os principais alvos de protesto

RIO — Ressaltando o aniversário do golpe militar de 1964 e fazendo um paralelo com o momento atual, manifestantes contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff estão reunidos no Largo da Carioca, no Centro do Rio. O alvo principal deles é o PMDB. Os manifestantes cantaram para o vice-presidente Michel Temer “Vou Festejar”, de Beth Carvalho: “Você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão”. E arremataram: “Já vai tarde”. Também foi feita uma paródia de “Whisky a go-go”, do Roupa Nova. “Em 2018 Lula vai vencer; Aécio vai chorar mais uma vez; a luta aqui, é pobre contra burguês”.

Representantes de movimentos sociais se alternam no palco fazendo discursos em defesa do governo; contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ); e os veículos de imprensa. Em resposta, o público grita “Fora, Cunha”. O PMDB anunciou o desembarque do governo esta semana.

O ato é organizado pela Frente Brasil Popular. Se na manifestação do último dia 18 um dos principais alvos era o juiz Sérgio Moro, agora o “Renuncia Temer” é um dos gritos de guerra. Um cartaz diz: “PMDB: Partido Mais Desmoralizado do Brasil”.

Os manifestantes comemoraram quando foi anunciado que as investigações contra o ex-presidente Lula permanecem, por enquanto, com o STF. Participantes montaram uma barraca para fabricar e vender camisetas durante a manifestação. Pintadas a tinta e com dizeres como “Mexeu com Lula, mexeu comigo” e “Golpe nunca mais”, as camisas são vendidas a R$ 20.

Por volta das 17h30m, a concentração de participantes do ato ocupa parte do Largo da Carioca, principalmente atrás do Edifício Avenida Central. Há um bom número de manifestantes em uma das portas da estação do metrô Carioca. A Polícia Militar não divulgou, até o momento, uma estimativa sobre a quantidade de presentes.

Um grupo de oito pessoas encenou um ato na porta da estação do metrô da Carioca. Eles quebraram um boneco negro que usava uma faixa escrita “democracia” enquanto entoavam gritos irônicos como “Menos Paulo Freire, mais Bolsonaro”. A apresentação durou cinco minutos e provocou o participantes do ato, que responderam cantando “Não vai ter golpe”.

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