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Moro determina bloqueio de R$ 5 milhões de contas do ex-senador

Da redação | 12/04/2016 13:50

SÃO PAULO – O juiz Sérgio Moro determinou o bloqueio de até R$ 5 milhões nas contas do ex-senador Gim Argello (PTB-DF) – cujo nome é Jorge Afonso Argello -, de Paulo César Roxo Ramos, que negociou pagamentos com a construtora UTC, e das empresas Argelo & Argelo, Garantia Imóveis e Solo Investimentos e Participações, todas pertencentes ao ex-senador. Segundo Moro, o bloqueio deve incluir valores até o total identiticado como sendo de origem ilícita.

O juiz Sérgio Moro afirmou que o ato de Gim Argello de pedir dinheiro para empreiteiros pode ser caracterizado tanto como crime de corrupção quanto o de concussão. Nas ações anteriores da Lava-Jato, a interpretação tem sido a de corrupção. No caso do ex-senador, o juiz afirmou que as investigações indicarão o crime, mas inicialmente o tratou como concussão.

Segundo ele, embora os dirigentes de empreiteiras tenham tomado a iniciativa de procurar o então senador para não serem convocados a depor no Congresso, o ato não era em si ilícito e foi “imposta a condição do pagamento de vantagem indevida para tanto”.

O empresário Ricardo Pessoa, da UTC, um dos delatores da Lava-Jato, disse ter procurado Argello na casa dele, no Lago Sul, em Brasília, para pedir que não fosse convocado a depor. Na primeira conversa, o então senador disse que pensaria no assunto. No segundo encontro, acenou com a possibilidade de influenciar as comissões parlamentares e, em contrapartida, disse que precisaria de dinheiro para sua campanha à reeleição ao Senado.

O empresário perguntou se Argello garantiria “100%” que não seria convocado a depor. Argello respondeu: “100% ninguém garante, mas 90% sim”; Gim Argello pediu R$ 5 milhões para negociar com os parlamentares e foi irredutível. Quando percebeu que seria convocado caso não pagasse, Pessoa cedeu.

Argello então indicou o operador Paulo Roxo para combinar a forma de pagamento. Roxo foi na sede da UTC, em São Paulo, onde se apresentou: “Estou aqui para ver a contribuição de campanha do senador Gim”.

Ficou combinado que a quantia seria paga em parcelas e Paulo Roxo informou que os valores deveriam ser depositados na conta de campanha de quatro partidos políticos da coligação pela qual Argello tentou se reelegar senador em 2014 e não conseguiu (DEM, PMN, PR e PRTB).

Nas visitas de Roxo à sede da UTC, em São Paulo, ele foi acompanhado por Valério Neves Campos, que trabalhou como auxiliar financeiro na campanha de Gim Argello para as eleições de 2014. Os dois tiveram prisão temporária decretada por Moro para que não sejam pertubadas as coletas de prova, como já ocorreu em outras operações da Lava-Jato.

No total, quatro executivos da OAS (Marcos Paulo Ramalho, Dilson de Cerqueira Paiva Filho, Roberto Zardi Ferreira e Gustavo Nunes da Silva Rocha) foram levados coercitivamente a depor, além do filho de Argello, Jorge Argello Junior.

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