Moro aceita nova denúncia contra José Dirceu na Lava-Jato

SÃO PAULO – A Justiça Federal aceitou nesta quarta-feira nova denúncia contra o ex-ministro José Dirceu, o ex-diretor da Petrobras Renato Duque e outras cinco pessoas acusadas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A denúncia, que tem como foco o pagamento de propina em um acordo de uma fornecedora de tubos para a Petrobras, havia sido oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) na terça-feira.

Preso em Curitiba desde 3 de agosto do ano passado, Dirceu virou réu de uma ação relacionada aos crimes contra a Petrobras pela segunda vez na Lava-Jato. Em 17 de maio, o ex-ministro foi condenado a 23 anos e 3 meses de prisão em um processo originado pela operação Pixuleco.

O esquema que está sendo investigado desta vez envolve a contratação da empresa Apolo Tubulars para fornecer tubos a petrolífera em troca do pagamento de R$ 7,1 milhões em propinas à Diretoria de Serviços da Petrobras e ao grupo político dirigido por Dirceu entre 2009 e 2012, segundo o MPF.

Ainda de acordo com a denúncia, Dirceu recebeu cerca de R$ 1,4 milhões de propina por meio do pagamento de aeronaves pertencentes ao lobista Júlio Camargo. Os investigadores identificaram, ainda, repasses em dinheiro vivo feitos por Camargo à JD Consultoria por meio de contratos fictícios que envolveriam uma empresa chamada Credencial Construtora.

“Falta aparente causa econômica lícita para os pagamentos vultosos efetuados pela Apolo Tubulars para as empresas de Júlio Gerin de Almeida Camargo e para os pagamentos vultosos efetuados pelas últimas à Credencial Construtora. Também ausente aparente causa econômica lícita para o pagamento pela Credencial à JD Assessoria e Consultoria”, escreveu o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal.

Além de Dirceu e Duque, viraram réus nesta quarta-feira Carlos Eduardo de Sá Baptista, Eduardo Aparecido de Meira, Flávio Henrique de Oliveira Macedo, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, Paulo Cesar Peixoto de Castro Palhares.

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