Ministro do PMDB diz que há ‘muita fumaça e pouca realidade’ sobre desembarque

BRASÍLIA – Entre o PMDB e o ministério da Ciência e Tecnologia, o ministro Celso Pansera deu mostras de que pretende resistir no cargo. O peemedebista concorda que foi nomeado em um acordo político entre a presidente Dilma Rousseff e o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani. Mas acha que pode ser mantido na pasta por sua competência – diz conhecer muita gente da comunidade científica -, mesmo com a decisão do PMDB de romper com o governo. Declaradamente contra o impeachment, ontem à noite ele se reuniu com um grupo de 30 deputados liderados por Picciani, que decidiram não participar do ato de rompimento desta terça-feira.

Pansera diz que não pretende deixar o PMDB e vai decidir se entrega o cargo depois da oficialização do rompimento e de uma conversa com a presidente Dilma. O ministro minimiza ainda o impacto do rompimento do PMDB nos votos do partido no processo de impeachment.

— Os votos do PMDB vocês saberão no dia. Até lá é muita fumaça e pouca realidade. Muita nota plantada. Eu tenho um posicionamento claro, sou contra o impeachment e a fala da OAB ontem não me convenceu que existe um motivo para o impeachment — declarou Pansera.

Perguntado se achava que seria mantido no ministério, num momento em que a presidente Dilma precisa de votos e ele não poderia entregar os votos do PMDB, Pansera disse :

— No momento eu não acho nada.

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