Marqueteiros do PT serão denunciados por apartamento em NY

CURITIBA – Os investigadores da Operação Lava-Jato vão fazer duas novas denúncias contra o publicitário João Santana e sua mulher, Mônica Moura, presos desde fevereiro deste ano. Eles serão acusados de evasão de divisas e ocultação de um apartamento em Nova York. Em documento encaminhado ao juiz Sérgio Moro no início desta semana, os investigadores disseram que nos dois casos o casal tentou dissimular transações ilícitas feitas com recursos desviados da Petrobras.

O apartamento 8W que o Ministério Público Federal afirma ser do casal, fica na 10ª Avenida, em Nova York. O imóvel está registrado em nome de uma empresa aberta por eles, em 2009, em El Salvador. Os investigadores acham que ocorreu uma suposta lavagem de dinheiro por meio da “ocultação e dissimulação da origem ilícita dos recursos utilizados para a aquisição de imóvel em proveito do casal”.

O imóvel não foi declarado à Receita Federal, mas, para os investigadores, não há dúvida da titularidade. A Polícia Federal achou e-mails de Mônica Moura tratando o local como sendo de sua propriedade pessoal.

Além da ocultação de patrimônio, o casal será acusado de evasão de divisas. Uma das contas usadas pela dupla para receber recursos ilícitos da Petrobras não foi declarada à Receita Federal. Após serem presos na Lava-Jato, os dois admitiram serem os controladores da conta na Suíça em nome da offshore Shellbill Finance.

Ainda não há prazo para a apresentação das novas denúncias contra o casal.

João Santana e a esposa foram presos durante a 23ª fase da Operação Lava-Jato, batizada de Acarajé. O casal, que já responde por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, teria recebido pelo menos US$ 7,5 milhões de offshores ligadas à Odebrecht e do lobista Zwi Skornicki na conta da Shellbill. O dinheiro seria parte da propina desviada da Petrobras usada para abastecer campanhas petistas.

O marqueteiro fez as campanhas vitoriosas à Presidência da República de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, e de Dilma Rousseff, em 2010 e 2014, além de ter auxiliado outros candidatos do PT que tentavam ser prefeitos ou governadores nos últimos anos.

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