Marina discute ‘saída para crise’ com partidos que a apoiaram em 2014

BRASÍLIA – A ex-senadora Marina Silva (Rede) participou na manhã desta quarta-feira de uma reunião com dirigentes dos partidos que apoiaram sua candidatura à Presidência da República em 2014 para discutir as saídas para a crise política. O grupo não tem um consenso ainda sobre uma atuação conjunta, mas concorda haver a necessidade de uma troca de governo.

— Numa crise como essa você tem três saídas: a renúncia, que é uma decisão de foro íntimo, um processo político pelo impeachment, e pela Justiça, pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) — disse Marina.

Marina ressaltou que o impeachment não pode ser considerado “golpe” por haverem indícios contra a presidente Dilma Rousseff nas investigações da Operação Lava-Jato, mas ressaltou sua preferência por uma decisão do TSE, que teria como consequência a convocação de novas eleições.

— No nosso entendimento o que cumpre a formalidade e a finalidade é o processo no TSE, porque se comprovado que houve uso desse dinheiro da Lava-Jato, como temos fartos indícios, para a campanha Dilma-Temer, o caminho é cassar a chapa, é o TSE cumprir com suas atribuições constitucionais para devolver ao povo a prerrogativa de corrigir o erro que involuntariamente cometeu porque não sabia que havia dinheiro de corrupção na chapa que foi vitoriosa — afirmou a ex-senadora.

O presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), ressaltou que seu partido já se decidiu a apoiar o impeachment e ressaltou a importância da conversa para se formar alternativas para o próximo passo após o fim de um governo Dilma.

— Não temos um consenso sobre a saída, mas é ótimo sinal que essas forças comecem a discutir o caminho porque foram forças que lutaram contra o que está aí — afirmou Freire.

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, afirmou que seu partido, assim como Marina, prefere a convocação de novas eleições. Ele afirmou que a intenção do grupo é “construir um novo polo político”.

— Vamos fazer reuniões periódicas para avaliarmos em conjunto. É unânime que o governo se esgotou e o país precisa voltar a funcionar. Para nós do PSB o ideal é que se convoque uma nova eleição — disse Siqueira.

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