Manifestantes pró e contra impeachment protestam na Paulista

SÃO PAULO — A uma quadra de distância, manifestantes favoráveis e contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff fazem dois protestos na Avenida Paulista, em São Paulo, nesta segunda-feira. Os atos foram chamados às pressas após a decisão do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), de anular a sessão que deu prosseguimento ao processo de impedimento de Dilma. À tarde, no entanto, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) classificou a decisão de “absurda” e decidiu que a tramitação do pedido de afastamento de Dilma não seria interrompida.

Os defensores do impeachment se concentram em frente ao prédio da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), enquanto os contrários ao impeachment estão no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Às 18h, a Polícia Militar fechou os dois sentidos da avenida no trecho onde se concentram os manifestantes e resolveram realizar uma linha de policiais para separar os dois atos.

O clima é pacífico. Apenas uma manifestante favorável ao impeachment veio para a frente do Masp com uma bandeira do Brasil e foi repudiada pelos manifestantes.

O ato no Masp foi convocado pela União Nacional dos Estudantes (UNE). Na Fiesp, o ato é organizado por grupos como o Movimento Brasil Livre e Vem pra Rua.

ATO NO RIO REÚNE VINTE PESSOAS

No Rio, uma manifestação a favor do impeachment reúne cerca de vinte pessoas no calçadão de Copacabana. Os manifestantes carregam uma faixa que pede a cassação de Maranhão e entoam gritos contra o presidente interino: “Fora, Maranhão, vai ter impeachment, não vai ter golpe não”. Na visão do grupo, o ato de Renan esvaziou o movimento.

— O Renan deu uma ajudinha para a gente (defensores do impeachment) — disse Beatriz Kicis, do Revoltados Online.

*Estagiário com supervisão de Flávio Freire

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