Manifestantes começam a ocupar Paulista à espera de Lula

SÃO PAULO – Integrantes de movimentos sociais e simpatizantes do PT já ocupam a Avenida Paulista para o ato pró-governo Dilma, que contará com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois de dúvidas, Lula decidiu, na quinta-feira à noite, participar do ato. Nesta sexta-feira, o ex-presidente deixou sua casa em São Bernardo do Campo por volta das 9h30min e se reúne, desde então e a portas fechadas, com prefeitos do ABC em São Bernardo e com o presidente do PT, Rui Falcão. Os manifestantes começaram a chegar à Paulista minutos depois de a Polícia Militar ter dispersado integrantes do movimento a favor do impeachment de Dilma, que desde quarta-feira ocupavam a Paulista.

Alguns dos manifestantes que estavam na Paulista foram para a Avenida Nove de Julho, mas logo saíram. Prometeram voltar para a Paulista por volta das 21h, já que o ato do PT deve acabar até as 20h. Policiais militares reforçam a segurança no local.

Mulheres do MST e da Frente de Luta por Moradia (FLM) começaram a chegar por volta das 9h30min a se concentraram no vão do Masp. Há ainda bandeiras da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Sindicato dos Professores (Apeoesp). Três carros de som já foram estacionados.

O evento está marcado para começar oficialmente às 16h. Lula só deve chegar por volta das 19h.

A manifestação desta sexta-feira é considerada como decisiva pelo PT na batalha contra o impeachment. O partido tem a expectativa de reunir até 200 mil pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo, para dar uma reposta ao protesto contra o governo, no último domingo.

— Vamos apostar todas fichas no ato — afirma Carlos Árabe, secretário de formação política do PT, que acrescentou ainda: — É decisivo.

Há uma preocupação com possíveis confrontos, e os dirigentes petistas têm dado declarações para apaziguar os ânimos.

— Assim como não perturbamos no dia 13, esperamos que aconteça o mesmo — afirmou o presidente da legenda, Rui Falcão.

Uma preocupação especial dos organizadores é com a segurança do ex-presidente Lula. Falcão disse, porém, que a Secretaria de Segurança de São Paulo concordou em montar o mesmo esquema do do protesto contra o governo no domingo e impedir que grupos rivais se aproximem da Avenida Paulista.

— A maior segurança para ele (Lula) é a militância que vai estar lá. E nós não estamos contando com nenhuma provocação porque nos garantiram o mesmo esquema de segurança.

A dúvida é se o ex-presidente poderá usar a segurança de ministro, já que há contestações jurídicas à sua nomeação. De qualquer forma, Lula, por ser ex-presidente, é acompanhado diariamente por seguranças fornecidos pelo governo.

O presidente do PT garante que se a polícia barrar os manifestantes contra o governo na Paulista não haverá confronto.

— Não vamos nos responsabilizar pelo que a gente fizer — completou Falcão.

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