Lulinha orientou Kalil Bittar a ir ao sítio de Atibaia

SÃO PAULO — Apesar de Fernando Bittar constar como dono na escritura do sítio de Atibaia, é Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, quem liga para o caseiro Maradona avisando que Kalil Bittar, irmão de Fernando, está indo para o sítio. A conversa ocorreu no último dia 27 de fevereiro.

Maradona: “Alô.”

Lulinha: “Bom dia, Maradona.”

Maradona: “Ô, Fábio, bom dia!”

Lulinha: “Cê (sic) tá bom?”

Maradona: “Ô, tudo bem, Fábio, graças a Deus.”

Lulinha: “Então tá bom. Deixa eu te falar.”

Maradona: “Diga.”

Lulinha: “O irmão do Fernando, o Kalil, tá indo praí (sic).”

Maradona: “Ah, tá bom.”

Lulinha: “Ele te ligou do número 019, e acho que você não atendeu.”

Maradona: “Ah, é que eu tava (sic) lavando os pedalinhos ali no lago. Ô, Fábio, eu vi agora tem uma ligação perdida mas eu nem vi de quem que é.”

Lulinha: “É, é dele. Se você puder retornar, retorna. Senão ele vai ligar de novo, e aí você atende.”

Maradona: “Ah, então tá bom, Fábio.”

O caseiro comenta que está chovendo bastante, mas Lulinha confirma a ida de Kalil: “Ele tá indo praí (sic), qualquer coisa você me liga, tá?”

Na tarde do mesmo dia, foram interceptadas conversas de Kalil com Renata, mulher de Fábio Luís. Ele afirma que está na casa “daquela acumuladora chamada Marisa Letícia” e que fez uma “limpa” na geladeira, que estava cheia de comida vencida.

Kalil também visitou a adega do ex-presidente Lula. Diz que abriu um vinho que deve “ser muito caro”, porque tem até número de série. Renata afirma que não tem problema.

Dias antes, Kalil conversou com Lulinha, que deu orientações para um churrasco. Os dois esperavam uma manifestação em frente ao imóvel em Atibaia. Para Lulinha, Bittar deveria convidar pessoas e fazer um churrasco na piscina. Apesar de ser irmão de Fernando Bittar, que aparece como proprietário do sítio, Kalil pediu autorização de Lulinha para convidar um conhecido, identificado como Fabiano.

Kalil: “Eu vou ver se eu convenço o Fabiano a vir pra cá.”

Lulinha: “É uma boa.”

Kalil: “Tá? Eu tenho sua autorização pra isso, sim? Alô? Alô?”

Lulinha: “Tô ouvindo.”

Kalil: “Eu tenho sua autorização pra isso?”

Lulinha: “Você tem autorização pra tudo, meu amor.”

Kalil: “Tá bom.”

Lulinha: “Mas leva mais gente também. Faz um churrasco, compra picanha. Tem cerveja lá. Tá bom?”

Kalil: “Tá.”

(*Estagiário, sob supervisão de Flávio Freire)

ver mais notícias