Lula faria bem a qualquer governo, diz Edinho Silva

BRASÍLIA – Edinho Silva, ministro da Comunicação Social, afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva faria bem a “qualquer governo”. Nesta quinta-feira, após reunião com entidades do setor de comunicação para discutir a escalada nos casos de agressões a jornalistas, o ministro afirmou que só a presidente Dilma Rousseff “admite ou demite ministro”.

— Nós temos lideranças capazes, mas você está falando de um ex-presidente que teve a maior aprovação da história desse país, uma das lideranças mais respeitadas do mundo. Com esse estofo, faria bem a qualquer governo. Mas repito: quem admite ou demite ministro é a presidenta Dilma — afirmou Edinho.

O chefe da Comunicação Social declarou que o governo não vai tomar decisões sobre o PMDB antes da convenção do partido no sábado. E disse que o encontro que nomes do PMDB e PSDB tiveram nesta quarta-feira de noite são normais, mas ressalvou que espera que os diálogos tenham buscado maneiras para o Brasil sair da crise.

— O governo se posicionar em cima de algo pode acontecer no sábado evidentemente não seria correto. Temos respeito pela convenção do PMDB, o PMDB tem autonomia. Ela (Dilma) dialoga frequentemente com o Michel Temer — declarou.

Edinho também disse que uma mudança de regime político no Brasil, como para o semiparlamentarismo, deve ser amplamente discutida, como foi feito em 1993 com um plebiscito.

— Não é assim que se debate mudança de governo. Se nós seremos presidencialistas, parlamentaristas, monarquistas ou hibridistas, isso tem que ser debatido na sociedade.

Em relação à decisão desta quarta-feira do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou a nomeação de Wellington César Lima e Silva para o ministério da Justiça, Edinho afirmou que o governo confiava em uma interpretação jurídica diferente.

— Você julgar um erro hoje de uma decisão tomada é muito simples. Tinha uma interpretação jurídica, da legislação. O governo se baseava em fatos existentes, de outros integrantes do MP que ocupavam cargos de outras esferas do Executivo. Portanto, o governo fez o que achou melhor — disse, e reafirmou que a decisão está nas mãos de Wellington César.

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