Lula defende doação de empresários para armazenagem de acervo

SÃO PAULO – Em ligação interceptada com o ex-deputado federal Sigmaringa Seixas, o ex-presidente Lula dá indícios de que empresários arcaram com os custos para guardar seu acervo presidencial. Na 24ª fase da Operação Lava-Jato, o Ministério Público investiga a ligação entre o petista e a empreiteira OAS em relação à armazenagem de bens pessoais de Lula por quatro anos.

Na conversa com Sigmaringa, o ex-presidente pede ao ex-deputado para perguntar ao Procurador-Geral da República Rodrigo Janot se poderia guardar seu acervo no Ministério Público. Segundo Lula, só teria interesse em manter os bens caso pudesse construir um museu. No entanto, afirma que o Ministério Público impediu a doação de um terreno que já havia sido doado pela Câmara Municipal de São Paulo.

Após Sigmaringa frisar que Janot responderia que não seria possível, Lula diz: “Eu também não tenho como. O favelado não pode me dar dinheiro pra guardar aquilo. Os sindicatos não podem dar. Quem pode me dar é (sic) os empresários. Eles estão criminalizando os empresários”.

Em sua investigação, o Ministério Público afirma que a OAS pagou R$ 1,2 milhão de reais à Granero por um depósito que mantém objetos e presentes do ex-presidente Lula.

(*Estagiário, sob supervisão de Flávio Freire)

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