Lindbergh acusa juiz de ser orientado em doutorado por Janaina Paschoal

BRASÍLIA — O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse, nesta sexta-feira, depois da reunião da comissão especial do impeachment, que ele e o PT consideram “muito estranha” a atuação do juiz federal Paulo Bueno de Azevedo, que expediu o mandado de prisão do ex-ministro Paulo Bernardo, marido da senadora Gleisi Hoffmann (PT-RS). Lindbergh disse que, segundo informações que recebeu, o juiz faz doutorado e é orientando da jurista Janaina Conceição Paschoal. Mas ele não citou isso, em nenhum momento, durante a reunião da comissão. Ao contrário, a tropa de choque de Dilma estava reduzida e foi menos barulhenta na sessão desta sexta-feira.

Lindbergh admitiu que o episódio afeta negativamente a atuação dos petistas na comissão para evitar o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

— Essa atuação desse juiz, para nós, é muito estranha. Um juiz que hoje está em todos os órgãos jurídicos dizendo que é orientando da Janaina Paschoal. Mas essa atuação do juiz é muito estranha, interferindo muito no quadro político atual e na cena de votação do impeachment. Aconteceu num timing político que gera desconfiança para a gente, porque ela (Gleisi) é uma das mais ativas da comissão, O constrangimento, o estrago na imagem dela já houve — disse Linbergh.

O registro de doutorado do magistrado é confirmado no site do CNPq. “Doutorado em andamento em Direito Penal. Universidade de São Paulo, USP, Brasil. Orientador: Janaina Conceição Paschoal”, diz o site.

Lindbergh ainda elogiou a decisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), questionando a ação no apartamento funcional da senadora Gleisi, onde Paulo Bernardo foi preso pela Polícia Federal.

— O posicionamento do Senado foi acertado — disse ele.

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