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Lava-Jato libera comprovantes de propina a Santana para TSE

Da redação | 21/06/2016 20:20

SÃO PAULO — Os documentos que provam o repasse de propina desviada da Petrobras para o marqueteiro do PT, João Santana, já estão disponíveis para a Justiça Eleitoral. A força tarefa da Lava-Jato compartilhou, nesta terça-feira, as planilhas e os extratos bancários que provam os repasses do operador Zwi Skornicki e da construtora Odebrecht ao marqueteiro. As provas serão anexadas ao pedido de cassação da chapa da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) e do presidente interino Michel Temer (PMDB) que está sendo analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em maio, o TSE rejeitou uma apelação dos advogados de Dilma que queriam evitar a utilização de documentos da Lava-Jato na ação. A defesa tentava restringir a produção de provas e a realização de perícias nas ações com base no pedido original do PSDB feito ao tribunal. A decisão da Corte Eleitoral, contrária à análise desses recursos, foi unânime.

Em delação, Zwi Skornicki, representante no Brasil do estaleiro Keppel Fels, contou à força-tarefa que o então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, lhe pediu US$ 4,5 milhões (R$ 15,2 milhões) para ajudar a financiar a campanha pela reeleição de Dilma Rousseff, em 2014. O pagamento foi feito diretamente em uma conta do marqueteiro João Santana na Suíça, e não foi declarado à Justiça Eleitoral. Os repasses, segundo ele, foram realizados nos meses próximos às eleições de 2014, entre setembro de 2013 e novembro de 2014, o que já fazia os investigadores desconfiarem da relação com a campanha.

A Odebrecht pode ter repassado ainda cerca de US$ 16 milhões a Santana. Os investigadores da Lava-Jato encontraram um “banco da propina” comprado pela construtora para repassar recursos não declarados foram do país. Ainda não se sabe se os pagamentos foram relativos a campanhas eleitorais realizadas no país. Segundo documentos apreendidos nas buscas realizadas na 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Acarajé, sete repasses foram feitos entre outubro e novembro daquele ano, enquanto Santana trabalhava na campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff.

No total, a Lava-Jato anexou 79 arquivos para atender a seis pedidos do TSE. O Tribunal queria acesso aos comprovantes dos pagamentos efetuados em favor de Santana e sua mulher, Mônica Moura, e de suas empresas “especialmente” em contas mantidas no exterior em nome da offshore Shellbil. O Justiça Eleitoral pediu também os documentos que provam repasses feitos pela offshore Klienfeld e Innovation, da Odebrecht, para Santana.

Os advogados de Dilma negam ter havido caixa 2 na campanha. Repetidamente, todas as despesas da campanha foram “regularmente contabilizadas e aprovadas pelo TSE”.

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