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Lava-Jato: Eletrobrás diz que foi vítima de ex-presidente da Eletronuclear

Da redação | 27/06/2016 19:00

RIO — A Eletrobrás disse, em documento enviado à Justiça Federal do Rio, que foi vítima da ação do ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva, acusado de receber propinas das empreiteiras Andrade Gutierrez e Engevix na obra da usina nuclear de Angra 3. A empresa, que tem a Eletronuclear como uma de suas subsidiárias, atua como assistente de acusação em processo que tramita na 7ª Vara Federal Criminal do Rio e que tem como réus Othon Silva e ex-executivos das empreiteiras. A afirmação foi feita nas alegações finais da Eletrobrás na ação.

No documento, os advogados da Eletrobrás disseram que Othon Silva “abusou do seu cargo de diretor-presidente da Eletronuclear para solicitar e receber vantagens pessoais indevidas de empresas privadas”.

A ação sobre o esquema na Eletronuclear teve início em Curitiba, com o juiz Sérgio Moro, no âmbito da Operação Lava-Jato, mas foi remetida ao Rio, onde ficou a cargo do juiz Marcelo Bretas. A sentença deve sair nas próximas semanas. Em suas alegações finais, o Ministério Público Federal (MPF) pediu a condenação dos réus. Atualmente, Othon Silva está em prisão domiciliar.

“O sobredito modus operandi consistiu no oferecimento e subsequente pagamento de vantagens indevidas por representantes da Andrade Gutierrez e da Engevix a executivos da Eletronuclear, para determiná-los a praticar, omitir e retardar atos de ofício, infringindo deveres funcionais. Ademais disso, os denunciados, consumados os crimes antecedentes de corrupção, cartel e fraude às licitações, por intermédio de organização criminosa ocultaram e dissimularam a origem, natureza, localização, disposição, movimentação e propriedade de vultosos valores transferidos com base nos sobreditos contratos fictícios, cujo destinatário final era o acusado Othon Luiz Pinheiro da Silva”, dizem os advogados da Eletrobrás nas alegações finais.

Os advogados citam que a propina ao ex-presidente da Eletronuclear era paga por meio de empresas que, via contratos fictícios e notas fiscais frias, recebiam dinheiro das empreiteiras. Nas alegações finais, os advogados da Eletrobrás ratificam os pedidos do Ministério Público Federal pela condenação dos réus.

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