Jucá transforma seu gabinete em ‘bunker’ do mapa do impeachment

BRASÍLIA – O presidente nacional do PMDB, senador Romero Jucá (RR), transformou seu gabinete num verdadeiro bunker para mapear os votos pró-impeachment na Câmara e no Senado. Jucá, que assumiu o comando do PMDB para atuar como defensor do vice-presidente Michel Temer de ataques e já conversar com os partidos, se reuniu nos últimos dias com presidentes de siglas da base aliada e da oposição.

Jucá atuou junto a outros partidos para intensificar a debandada. Ele se reuniu na terça-feira com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, e na quarta-feira o partido anunciou o desembarque. Jucá está se reunindo todos os dias com presidentes e parlamentares de partidos da base e da oposição.

No PMDB do Senado, dos 18 senadores, o comando do partido contabiliza cada vez menos adesões a Dilma. Mesmo no Senado, onde apenas o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), e os senadores Jader Barbalho (PMDB-PA) e Roberto Requião (PMDB-PR) ficariam com Dilma.

O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), disse ao GLOBO que já tem posição, mas que não a divulga por ser líder da sigla. O próprio vice-presidente Michel Temer articula. Na terça-feira à noite, ele participou de um jantar na residência do deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), com a presença de parlamentares como o próprio Jucá e o deputado Medonça Filho (DEM-PE).

– Trabalho institucionalmente com os presidentes de partidos – disse Jucá.

Jucá tem ainda conversado com o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), e outros tucanos.

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