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‘Japonês da Federal’ é preso no Paraná

Da redação | 08/06/2016 12:10

CURITIBA – A Polícia Federal (PF)prendeu na terça-feira o agente Newton Ishii, que ficou conhecido como o “Japonês da Federal”. De acordo com informações da Superintendência da PF de Curitiba, a prisão de Ishii tem relação com uma investigação criminal sobre o contrabando na fronteira do Brasil em Foz do Iguaçu, desbaratada na Operação Sucuri em 2003. Ishii responde ainda a outros dois outros processos — administrativo e civil —derivados da operação.

O agente ficou conhecido pelo apelido por participar do cumprimento de mandados de busca e apreensão da Operação Lava-Jato, sempre aparecendo em fotos ao lado de presos. Uma marchinha de carnaval chegou a ser composta em homenagem ao agente. Máscaras com seu rosto foram distribuídas em manifestação a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Ele se apresentou à Superintendência da Polícia Federal na terça, depois de tomar conhecimento do pedido da Vara de Execuções Penais da Justiça Federal de Foz do Iguaçu, no interior do Paraná. Ishii está em uma sala reservada da Superitendência, longe da carceragem aonde estão os presos da Operação Lava-Jato. A PF informou que ele ficará na sala até uma decisão da Vara de Foz de Iguaçu.

‘JAPONÊS’ JÁ FOI CONDENADO POR FACILITAR CONTRABANDO

Em 2003, Newton foi um dos alvos da Operação Sucuri que desmontou um esquema de contrabando de produtos na Ponte da Amizade, na fronteira do Brasil com o Paraguai em Foz do Iguaçu, no Paraná. Ele chegou a ser preso na época. Ao todo, participavam do esquema sete agienciadores, seis contrabandistas, 23 agentes da PF, sete técnicos da Receita Federal e três policiais rodoviários federais. Seis anos depois, foi condenado por facilitar a entrada no Brasil de produtos contrabandeados do Paraguai.

Em março passado, o Superior Tribunal de Justiça negou o recurso dos advogados de Ishii e manteve a condenação do “Japonês da Federal”. Na época, sua defesa disse que ele foi condenado a pagar apenas cestas básicas e informou que já recorreu da decisão do STJ. O GLOBO não conseguiu contato com o advogado para comentar a prisão de Ishii.

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