Gleisi diz que fica na comissão de impeachment

BRASÍLIA — A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse, nesta segunda-feira, que permanecerá na comissão do impeachment e que a prisão do seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, não enfraquece sua participação ou mesmo a do grupo que defende a presidente afastada Dilma Rousseff. Depois de fazer um discurso no plenário do Senado, Gleisi defendeu Paulo Bernardo, afirmando que podiam até acusá-los de buscar ajuda de empreiteiros, mas não por essas acusações de receber propina em esquema envolvendo a empresa Consist. A doação de empresas é investigada na Lava-Jato, na qual Gleisi é investigada.

— Podem até acusar a gente de ter pedido dinheiro de campanha para empreiteira, como dizem. Campanha todo mundo fez, mas isso tenho certeza absoluta que não. É um mal-estar muito grande. Não posso dizer se houve motivação política. Mas por que fazer essa ação midiática? — disse a senadora.

Ela contou que recebeu, ainda na quinta-feira, dia da ação em seu apartamento funcional, um telefonema do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O Senado ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com contestações à ação em apartamento funcional da Casa.

— Ele (Renan) me ligou junto com o (senador) Jorge Viana, me dizendo que tinha tomado aquelas medidas, as iniciativas em nome da Casa, até em questão da autonomia dos Poderes, e eu agradeci. Acho que é importante. Não estava falando como senadora, como parlamentar indignada, até porque já assinei uma Proposta de Emenda Constitucional para acabar com o foro privilegiado, mas como mulher. Imagina, milhares de pessoas têm essa ação em suas casas sem poder se defender — disse Gleisi.

A senadora petista disse que a defesa de Dilma é baseada em fatos.

— De jeito nenhum, (o que aconteceu) tiraria a força na comissão. A força da presidenta está nos fatos, que não mostram que houve crime de responsabilidade — disse Gleisi.

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