'Enquanto protestam, nós passamos', diz Temer sobre críticas ao governo

BRASÍLIA — O presidente interino Michel Temer disse nesta quarta-feira que não se importa com críticas e protestos feitos à sua gestão, e que, sem mencionar a presidente afastada Dilma Rousseff, não vive em um “sistema autoritário”, em que o Poder Executivo não conversa com o Legislativo.

— Até não gosto de falar desse tema, mas sinto que muitas vezes há tais e tantas agressões, inverdades, mas isso não me incomoda. Enquanto protestam, nós passamos — declarou.

Sem mencionar Dilma, Temer criticou o sistema “autoritário” em que o Poder Executivo não tem interlocução com o Legislativo. A relação atribulada com o Congresso foi determinante para o afastamento da petista.

— Nós não vivemos num sistema autoritário. Em um sistema autoritário, o Executivo quer, faz e desfaz — atacou, e confundiu-se ao dizer que a DRU havia sido aprovada em segundo turno ontem, o que ainda não aconteceu:

— Depois de oito ou nove meses que lá (no Congresso) se achava a Desvinculação de Receitas da União, que é coisa mais importante para o governo, em uma ou duas semanas nós aprovamos a desvinculação, ainda ontem no segundo turno — comemorou antes da hora.

Temer voltou a criticar as condições em que recebeu o Brasil, e considerou no seu discurso que terá mais de dois anos de governo — isto é, não acredita que o Senado barre o impeachment e que Dilma Rousseff volte ao Planalto.

— Não estamos encontrando o país com déficit zero, com harmonia social, com harmonia entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Ao contrário, com déficit extraordinário, empresas públicas quebradas.

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