Empresas de show em Manaus investigadas pela Polícia Federal

A Polícia Federal, a Receita e o Ministério Público Federal abriram uma investigação sobre uma “máfia” dedicada a fraudar a compra e venda de shows públicos de grandes artistas em nove estados, incluindo o Amazonas, segundo reportagem do site UOL. Empresas, empresários e artistas sendo investigados.

A publicação aponta que os valores obtidos por meio de fraude, superfaturamento de cachês ou infraestrutura pode passar de R$ 100 milhões, nos últimos três anos.

Além do Amazonas há investigações em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia, Pará, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. A investigação foi iniciada ainda em 2010, no interior de São Paulo, e depois seguiu para outros locais do País.

“Quando viajava a trabalho pelo interior de São Paulo comecei a perceber que algumas cidades minúsculas estavam fazendo eventos com artistas de renome nacional, cujos cachês eram caríssimos. Começamos a investigar porque não havia como aquelas cidades bancarem tantos shows e festas de peão. Acabamos descobrindo uma série de irregularidades, que envolviam não só as cidades, mas até o governo federal, que era fraudado por meio de convênios culturais”, afirmou o procurador Thiago Lacerda Nobre em entrevista exclusiva ao UOL.

A “máfia dos shows”, segundo o UOL, conta com um ‘atravessador’ ou comprador de shows, que recebe informação privilegiada de que determinada cidade fará uma festa e que tem intenção de contratar um artista. Com data, o atravessador se antecipa, faz contato com o artista e realiza uma oferta de compra da data.

A matéria afirma que quando a prefeitura de um município entra em contato com o empresário da banda, por exemplo, dizendo que a cidade tem interesse em contratar o artista. Após ser informada a data de interesse, o município é informado que a data já está vendida e que a prefeitura deve procurar o empresário/atravessador. A prefeitura acaba pagando preços exorbitantes pelos cachês. O UOL afirma que há suspeitas de que muitos empresários e mesmo artistas decidiram entrar no ‘esquema’ nos últimos anos.

Escritórios e suspeitos investigados pela força-tarefa estão atualmente localizados em São Paulo, Rio, Fortaleza, Recife, Manaus, Salvador, Belém, Natal e Teresina, de acordo com publicação do UOL.

Outro ponto da investigação envolve a contratação de empresas que mantem monopólio no fornecimento de equipamentos e infraestrutura como som, iluminação, segurança e até banheiros químicos para grandes shows.

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