Embarcação naufragou no Pará, deixa três mortos, 31 resgatadas e várias desaparecidas; resgate continua

Um barco que fazia o trajeto de Belém para o município de Ponta de Pedras, na ilha do Marajó, naufragou nas proximidades do município de Barcarena no final da tarde desta quarta-feira (7) e deixou, ao menos, três mortos. Até o começo da noite, o resgate do Corpo de Bombeiros do Pará informou que 31 pessoas foram resgatadas com vida e que ainda havia várias desaparecidas.

Os bombeiros e agentes da Capitania dos Portos estão com dificuldades no resgate devido à escuridão e à maresia forte da região do naufrágio, na baía do Marajó. As buscas, no entanto, continuam, de acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup).

Ainda não se sabe a causa do naufrágio nem a identidade das vítimas, mas a Segup informou que a embarcação, denominada Luan, não teria registro na Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do estado (Arcon).

As informações sobre a quantidade de passageiros são desencontradas. Alguns sobreviventes dizem que havia superlotação. Outros afirmam que cabiam mais de 70 passageiros, mas que havia pouco mais de 50. Por isso, as autoridades ainda não sabem precisar o número de desaparecidos.

Uma grande embarcação que navegava na área ajudou no resgate, que contou também com a colaboração de pequenos barcos de pescadores da região do Marajó.

O governo do Pará afirma que agentes de segurança do Corpo de Bombeiros de Belém e dos municípios de Barcarena e Abaetetuba e do Grupamento Fluvial e Aéreo, além das Polícias Militar e Civil e do Centro de Perícias Científicas, atuam na operação de resgate das vítimas e de reconhecimento dos corpos.

O acesso da região do Marajó à capital do Pará se dá somente por embarcação. Vários barcos desrespeitam o limite de lotação e, constantemente, há denúncias de passageiros que precisam se deslocar para o arquipélago ou de lá para a capital paraense.

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