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Dez ações chegam ao STF pedindo nulidade da posse de Lula

Da redação | 17/03/2016 16:50

BRASÍLIA – Já existem dez ações no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a nulidade da posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro-chefe da Casa Civil. São duas propostas pelo PSDB, uma do PSB e uma do PPS. As outras seis ações foram ajuizadas por cidadãos anônimos. São três os ministros que dividem a relatoria dos processos: Teori Zavascki, que também é o relator da Lava-Jato no tribunal, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello.

O ministro Gilmar Mendes, um dos relatores, disse nesta quinta-feira que a suposta tentativa de Dilma de blindar Lula pode configurar crime de responsabilidade. Ele também admitiu a existência de crime previsto em legislação penal, sem especificar qual.

— Se houver avaliação de que se trata de medida para descredenciar a Justiça, obstrução de Justiça certamente está nos tipos de crime de responsabilidade. Podem ter outros dispositivos aplicáveis da legislação penal — declarou o ministro, que ressaltou que, em tese, o STF pode anular a posse de Lula por se tratar de “manobra”.

Pela manhã, logo depois da cerimônia no Palácio do Planalto, o juiz Itagiba Catta Preta, da 4ª Vara Federal de Brasília, suspendeu a posse de Lula. Segundo o magistrado, há indício de crime de responsabilidade por parte da presidente Dilma Rousseff, porque ela teria usado o cargo com o único propósito de transferir o foro responsável por conduzir as apurações contra Lula. O ex-presidente é investigado pelo juiz Sérgio Moro, em Curitiba. No cargo de ministro, Lula tem foro privilegiado, e o caso seria enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão foi tomada no julgamento de uma ação popular proposta por um cidadão. A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu da decisão do juiz de primeira instância. As ações que chegaram ao STF trazem argumentos semelhantes. A primeira a chegar à corte foi a do PSB. “O ato impugnado representa grave ofensa aos preceitos fundamentais do juiz natural, da separação dos poderes e do devido processo legal, na medida em que revela utilização da prerrogativa da Presidente da República de nomear Ministro de Estado com intuito de burlar o sistema de repartição constitucional de competências, subvertendo assim os princípios basilares da República”, argumentou o partido.

Para Itagiba Catta Preta, que suspendeu a posse de Lula, a nomeação do ex-presidente prejudica das investigações da Lava-jato, na medida em que oferece “risco de dano ao livre exercício do Poder Judiciário, da atuação da Polícia Federal e do Ministério Público”, conforme escreveu em sua decisão. No Facebook, o juiz Itagiba costuma criticar o governo da presidente Dilma Rousseff e exaltar as ações do juiz Sérgio Moro e as investigações da Operação Lava-Jato. Uma mensagem compartilhada por ele no dia 10 de março diz: “Pare de chamar os outros de golpistas defendendo quem te rouba. Você parece um retardado”.

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