Depois de Bruno, Macarrão pode ser solto em duas semanas

Após o ex-goleiro Bruno conseguir habeas corpus com o deferimento do Supremo Tribunal Federal (STF), permitindo que ele aguarde o julgamento de seus recursos em prisão domiciliar, os advogados de defesa do Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, vão usar a decisão para tentar a liberação de seu cliente.

O advogado Wasley Cesar de Vasconcelos, um dos três advogados do Macarrão, explicou que usará o benefício concedido a Bruno em favor de Macarrão. Vasconcelos disse que entrará com o pedido no STF ainda na tarde desta sexta-feira (24).

“Existe o artigo 580 no Código de Processo Penal que diz que todas as decisões se estendem aos réus em igual situação processual”, explicou o advogado. Na prática, toda decisão que vale para um réu, vale para os outros condenados no mesmo processo, desde que não tenha outras condenações, caso em que o Macarrão se enquadra.

Vasconcelos disse que essa decisão do STF pode durar cerca de dez dias e que, sendo favorável, o que ele diz que é provável, resultará na prisão domiciliar de Macarrão. Atualmente, ele cumpre pena em regime semiaberto no Presídio Pio Canedo em Pará de Minas, na região Central de Minas Gerais.

Macarrão foi condenado a 15 anos pela morte de Eliza Samudio, em 2010.

Bola

O advogado Ércio Quaresma, que defende Marcos Aparecido do Santos, o Bola, disse que analisará o conteúdo da decisão para adotar as medidas cabíveis ao seu cliente, citando o mesmo artigo 580 do Código de Processo Penal. “Preciso verificar o teor da decisão para tomar as medidas cabíveis ao Marcos”, afirmou.

Entretanto, o ex-policial pode não se enquadrar no benefício do artigo, uma vez que ele foi condenado em julho de 2016 a 12 anos de prisão por homicídio em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, além de ser acusado de outras mortes em Esmeraldas e Belo Horizonte.

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