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Delcídio pode se tornar o terceiro senador cassado da História

Da redação | 04/05/2016 11:30

BRASÍLIA – O Senado decidiu fazer um rito rápido sobre a cassação do senador Delcídio Amaral (Sem partido-MS). Depois de a perda do mandato ser aprovada nesta terça-feira pelo Conselho de Ética no Senado, o caso é analisado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) na manhã desta quarta-feira. A sessão já começou e Delcídio apresentou nova licença, por cem dias, a partir do dia 6, por interesses particulares. A atual terminaria amanhã, dia 5. Delcídio deverá ser o terceiro parlamentar cassado pelo Senado, após Luiz Estevão (DF), afastado em 2000, e Demóstenes Torres (GO), em 2012.

O pedido de cassação do senador por quebra de decoro parlamentar foi incluído na pauta da CCJ na noite de terça-feira, às pressas. É o único item da pauta. O relator do caso na CCJ é o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES). O Palácio do Planalto e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), querem a cassação de Delcídio aprovada pelo Senado antes da votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, marcada para dia 11. Por isso, a ideia é tentar votar a cassação ainda nesta quarta-feira. O mais provável, no entanto, é que ocorra na próxima terça-feira, dia 10.

Delcídio foi preso no dia 25 de novembro na Operação Lava-Jato, acusado de tentar interferir nas investigações, e foi liberado em fevereiro. Ele permanece senador e, como tal, recebe salário normalmente. Delcídio fez acordo de delação premiada e citou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e senadores do governo e da oposição, entre eles o próprio Renan. A delação de Delcídio preocupa o Palácio do Planalto e irrita parlamentares.

O caso de Delcídio ainda envolveu assessores e gravações de conversas com o ministro Aloizio Mercadante (Educação). O Senado demitiu José Eduardo Marzagão, assessor do senador Delcídio, que gravou conversa com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, na qual ele se oferece para ajudar o parlamentar petista.

A Casa exonerou ainda Diogo Ferreira Rodrigues, que era chefe de gabinete de Delcídio e que também foi preso na Lava-Jato.

O primeiro suplente do senador Delcído Amaral, Pedro Chaves dos Santos (PSC-MS), é educador e fala com muita naturalidade da ligação de sua família com a de José Carlos Bumlai, preso na última terça-feira. Em conversa com O GLOBO, Pedro Chaves respondeu que sua filha, Neca Chaves Bumlai, é casada com Fernando Bumlai, filho de José Carlos, há bastante tempo, desde 2001, “bem antes da proximidade toda dele com o PT”.

Pedro Chaves disse que Bumlai sempre foi um ruralista conhecido em Mato Grosso do Sul. Ele disse ainda que sempre teve uma relação “muito amistosa” com o senador Delcídio e que “estranhou bastante” com o que está acontecendo. Perguntado se assumiria, ele disse esperar que o senador supere essa situação e que é preciso esperar o Conselho de Ética.

— Ela é casada com ele (filho de Bumlai) e isso bem antes dessa proximidade toda dele (Bumlai) com o PT disse Pedro Chaves, em entrevista em novembro de 2015.

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