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Defesa de Lula protocola pedidos para tirar processos de Moro

Da redação | 05/07/2016 19:50

SÃO PAULO – Os advogados do ex-presidente Lula fizeram dois pedidos para tirar de Sérgio Moro os processos que investigam o petista. Hoje, a defesa de Lula apresentou um pedido para que Moro reconheça sua suspeição no caso. A suspeição é de decisão do juíz e ocorre quando sua imparcialidade é posta em dúvida. Além disso, foi protocolado no Supremo Tribunal Federal uma reclamação à decisão de Moro que autorizou o uso das gravações do ex-presidente interceptadas em inquéritos policiais e que envolviam pessoas com foro privilegiado, como parlamentares e ministros.

Entre os motivos apresentados pelos advogados está a condução coercitiva imposta ao ex-presidente durante a deflagração da 24ª fase da Operação Lava-Jato, que teve como alvos duas propriedades ligadas a Lula: um sítio em Atibaia e um tríplex no Guarujá. A suspensão do sigilo das interceptações de ligações telefônicas de Lula, que tornou públicas conversas interceptadas entre o ex-presidente e seus familiares, além de um documento encaminhado por Moro ao STF, também são citados. “O pré-julgamento realizado por Moro é indevido e incompatível com a realidade dos fatos”, escreveram os advogados Roberto Teixeira, Cristiano Zanin Martins e José Roberto Batochio.

Já a reclamação junto ao STF dá conta de uma decisão de Moro no último dia 24 que permitiu a utilização das gravações de Lula, inclusive aquelas que incluem indivíduos com foro privilegiado, isto é, que só podem ser julgados no Supremo Tribunal Federal. No pedido, os advogados de Lula defendem que o STF retome todos os procedimentos ligados ao pedido da quebra de sigilo telefônico e suspenda os procedimentos que vem sendo realizados pela Força-Tarefa em Curitiba.

Em nota, os advogados afirmara que o ex-presidente “não teme ser investigado nem julgado por qualquer juiz: quer justiça e um julgamento imparcial, simplesmente”. Ainda de acordo com a defesa de Lula, os advogados agem “em defesa do Estado Democrático de Direito e dos valores a ele inerentes, como o direito ao juiz natural e imparcial e à presunção de inocência”.

O pedido de suspeição será decidido pelo próprio juiz Sérgio Moro, que poderá ou não se afastar do caso. Caso o pedido seja negado, será encaminhado para a Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

(*Estagiário, sob supervisão de Mariana Timóteo da Costa)

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