Cunha negou ceder auditório para ato pró-Dilma

BRASÍLIA – O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), negou pedido de cessão do auditório Nereu Ramos da Câmara, que tem capacidade para 310 pessoas, para um ato ecumênico em defesa da democracia, mas que virou um movimento em defesa do mandato da presidente Dilma Rousseff. A cessão do auditório, o maior espaço de eventos da Câmara, foi solicitada pela deputada Margarida Salomão (PT-MG).

O evento aconteceu ontem num plenário menor, das comissões, para 74 pessoas, e foi batizado de “Ato ecumênico e interreligioso em defesa da democracia”. Lideranças religiosas e de movimentos sociais e partidárias, como João Pedro Stédile, do MST, e o ex-ministro Gilberto Carvalho, que trabalhou com Lula e Dilma, participaram do encontro. Carvalho tem ligações com a Igreja Católica. Representantes da CNBB e de religiões de matizes africanas também estiveram presentes.

Cunha informou, por intermédio de sua assessoria, que o pedido do evento chegou somente ontem de manhã e que o horário solicitado do evento, das 18hs às 21hs, é pouco usual. E que também demandaria recursos técnicos e pagamento de hora extra para servidores que trabalhariam no ato.

O gabinete da deputada informou que o pedido foi feito com a antecedência devida, há uma semana, e exibiu cópia da solicitação do auditório, enviado ao setor de Gestão de Eventos da Câmara, no último dia 23. O plenário da Câmara estava lotado, com toda capacidade tomada e pessoas assistindo aos discursos em pé.

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