Comissão do Senado adia mais uma vez votação sobre cassação de Delcídio

BRASÍLIA – Mais uma vez a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado adiou a votação do parecer favorável à cassação do mandato do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS), acusado de atrapalhar as investigações da Operação Lava-Jato. Preso em novembro do ano passado, ele foi solto em fevereiro, após firmar um acordo de delação premiada. Nesta segunda-feira, ele apareceu pela primeira vez no Senado desde sua libertação, e pediu mais tempo para sua defesa. Isso porque houve na semana passada um aditamento feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no processo aberto contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF). Delcídio defende que ele próprio e a CCJ tenham acesso primeiro a esse aditamento.

A CCJ aprovou dois requerimentos de forma simbólica. Um pedindo essas informações à PGR. O outro adiando a votação até ter acesso ao aditamento. Mas caso a PGR não envie as informações, a votação acontecerá assim mesmo na quinta-feira. Apenas o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) fez questão de registrar que discordava da decisão. O parecer pela cassação é de autoria do relator, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES).

— Eu não sei o que tem nesse aditamento. Se soubesse, não teria feito o requerimento — afirmou o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).

A votação estava prevista inicialmente para quinta-feira da semana passada, mas o presidente da CCJ, senador José Maranhão (PMDB-PB), atendeu a pedido da maioria dos integrantes da comissão e deu um novo prazo de defesa para Delcídio, que ocorreria nesta segunda.

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