Comissão do impeachment ouve mais quatro testemunhas de defesa

BRASÍLIA – A comissão especial do Senado que analisa o processo de impeachment ouvirá nesta quarta-feira mais quatro depoimentos de testemunhas de defesa da presidente afastada Dilma Rousseff. Ao todo, serão 40 os depoimentos pela defesa. Com a quantidade de testemunhas, o calendário da comissão sofrerá atrasos e, se forem cumpridos todos os prazos, a decisão final do plenário ocorreria somente no final de agosto.

Estão convocados para prestar depoimento nesta quarta-feira Cilair Rodrigues de Abreu, ex-secretário adjunto da Secretaria de Orçamento Federal, José Geraldo França Diniz, ex-subsecretário de Orçamento e Administração do Ministério da Previdência Social, Walter Baere de Araújo Filho, consultor jurídico do Ministério do Planejamento e Hipólito Gadelha Remígio, consultor de Orçamentos do Senado.

Os depoimentos de testemunhas de defesa começaram nesta terça-feira. Primeira testemunha a falar a favor de Dilma, o ex-secretário-executivo adjunto da Casa Civil, Gilson Bittencourt, afirmou que não há ato da presidente afastada relativo às pedaladas no Plano Safra, único caso de 2015 apontado na denúncia original. Disse ainda que os atrasos de pagamentos do Tesouro ao Banco do Brasil por despesas do plano não se configuram como operação de crédito. Disse ainda que o banco aumentou seu lucro com esse tipo de empréstimo a produtores.

O ex-secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura André Nassar, também depôs pela defesa e logo no início afirmou não ter relação com os fatos. Ele explicou que trabalhou na elaboração do Plano Safra para 2015/2016, que deveria ter os pagamentos de equalização de juros ao longo deste ano. O processo de impeachment analisa atrasos ao longo de 2015. Nassar disse ter sido informado que os pagamentos não ocorreram no primeiro dia útil após a cobrança, mas disse entender que não havia prazo fixo para a quitação.

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