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Com agenda de audiências, Dilma tenta manter rotina de governo

Da redação | 10/05/2016 13:00

BRASÍLIA – Na véspera da votação pelo Senado da abertura do processo de impeachment, que deve afastá-la do cargo até a deliberação final, no prazo de 180 dias, a presidente Dilma Rousseff tenta manter uma aparência de normalidade nesta terça-feira, com uma agenda de audiências com ministros para discutir iniciativas do governo.

A presidente recebeu pela manhã, em seu primeiro compromisso do dia, o ministro Miguel Rossetto (Trabalho) e o presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Guilherme Afif Domingos. Eles foram apresentar para a presidente a criação de uma linha de crédito de R$ 5 bilhões para financiar capital de giro de micro e pequenas empresas, aprovada no dia anterior pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat).

— A gente trabalhou pra caramba, agora vamos desovar tudo — disse um integrante do governo.

Interlocutores da presidente dizem que ela tem consciência de que será afastada amanhã pelo Senado, mas que está serena e determinada a resistir até o fim.

— A presidenta Dilma segue determinada, firme naquilo que ela entende a sua responsabilidade constitucional. Seu mandato é a expressão da vontade popular, ela vai continuar a cumprir com determinação, com firmeza, buscando todos os estados da legalidade, da Constituição. Isso significa continuar o debate no Senado, junto ao Supremo Tribunal Federal. Significa também preservar o diálogo com a sociedade — disse Rossetto, em entrevista após a audiência com Dilma.

Na sequência, a presidente recebeu o ministro Maurício Muniz (Portos), que anunciou R$ 2,6 bilhões em novos investimentos e fez um balanço de sua pasta.

— Independente do eventual processo de afastamento, do golpe, a secretaria (de Portos) está estruturada e os processos continuam se desenvolvendo normalmente — disse o ministro, em entrevista, ao ser questionado sobre eventual transição de governo.

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